4 de set de 2016

Hoje seria dia da abertura da 160ª Expoema, evento que infelizmente foi inviabilizado pelo Governo do Estado


Pelo calendário dos grandes eventos rurais para 2016 estava marcada para este domingo (04) a abertura da 160ª Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema), considerada uma das maiores feiras do agronegócio do Norte e Nordeste e que era responsável pela geração de milhares de empregos temporários, criação de oportunidades de renda para dezenas de outras pessoas, fomento do turismo de negócios e realização de milhões de reais em comercialização de animais, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, além de oferecer para a população uma agenda de lazer na semana em que se comemora o aniversário da cidade.

O evento foi prejudicado em março, quando o Governo do Estado, alegando urgência na retomada do Parque Independência, notificou a Associação dos Criadores para que devolvesse o imóvel, sem oferecer garantias de que a exposição poderia ser realizada, tampouco reassumindo o seu controle. Diante do embate jurídico que iria se criar, a entidade optou por não iniciar as negociações com patrocinadores, com organizadores de leilões, contratação de shows artísticos e administradoras de parques, tampouco iniciar as vendas de estandes, e assim a Expoema se inviabilizou e até hoje nada foi feito no Parque Independência, pois até mesmo o projeto habitacional no local foi inviabilizado por suspeita de que o edital era direcionado para beneficiar uma construtora.

Uma série de fatores favoreciam o sucesso do evento: o ingresso do Maranhão no comércio internacional de bois vivos, a expansão do Terminal de Grãos (Tegram), a erradicação da febre aftosa e vários outros acontecimentos, mas nada disto convenceu o governo do estado a garantir sua realização.

Vale recordar que a Expoema, nascida há 160 anos, é um evento do Estado, que apenas transferiu sua montagem à Ascem, em 1992, para evitar custos públicos, e como parte do acordo o Parque Independência foi cedido em regime de comodato para ser administrado e vigiado pela entidade. O contrato foi ratificado em 2009 e teria validade até 2026. Perdem por esta intransigência do governo os agropecuaristas, as empresas expositoras, a classe artística, o vendedor ambulante e muitos outros que faziam negócios neste evento, bem como a cidade por não ter este ano uma opção de lazer. Triste, mas é assim no Maranhão!


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