31 de out de 2016

Ao analisar resultado das eleições, governador Flávio Dino critica a opção dos eleitores por "candidatos esquisitos"

Flávio Dino (E), comemorando a vitória de Edivaldo Holanda,
criticou opção dos eleitores por candidatos esquisitos
Ao comentar o resultado das eleições municipais encerradas neste domingo (30), o governador Flávio Dino (PCdoB) preferiu passar ao largo do que ocorreu em São Luís para chamar de "candidatos esquisitos" alguns dos prefeitos eleitos que não seguem o mesmo pensamento que o seu, e disse que o "o partido vitorioso foi o da antipolítica". O governador também lamenta a derrota retumbante do PT, mas diz que o partido não está morto.

Flávio Dino em sua mensagem publicada nas redes sociais nada menciona sobre as regiões Norte e Nordeste continuarem com as mesmas práticas eleitorais desde os tempos de Arena, PDS e PFL, onde sempre ganham as máquinas governamentais, tanto nas duas regiões, 16 dos atuais prefeitos foram reeleitos, apesar de várias dessas capitais perceber-se o caos administrativo.

Eis a mensagem de Sua Excelência:

Análise de resultados nas maiores cidades do Brasil mostra o colapso do sistema partidário que dominou a "Nova República". Mais uma vez o partido vitorioso foi o da "antipolítica", representada por candidatos esquisitos e pelo absenteísmo bastante expressivo. 

A guinada do eleitorado mais para a direita derivou da profunda crise econômica, que dizimou empregos e a perspectiva de progresso social. Não teremos no Brasil, contudo, uma "onda conservadora" duradoura. Por várias razões. Uma delas que isso fortaleceria a desigualdade, já absurda.

O discurso do "fim do PT" é mais torcida ou ódio do que realidade. Partido teve importante derrota. Mas continua a ser muito expressivo.

Emerge das urnas uma esquerda mais plural e multifacetada. Isso é positivo pois impele ao diálogo, e não a exclusivismos. Esquerda deve fazer rápido duas revisões: uma programática e outra orgânica. Desenvolvimento e direitos devem ser os eixos de novo Programa. 

A esquerda deve olhar menos para trás e mais para frente. Novo programa sustentado por uma frente ampla. Penso ser esse o caminho. Frente ampla em que volte a atrair a atenção do "eleitor médio", que rapidamente vai se desiludir com certas coisas esquisitas.

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