16 de out de 2016

Prefeito Edivaldo Holanda já não sabe o que é pior: encarar Eduardo Braide de frente ou fugir dos debates

Edivaldo prefere fazer propaganda bem feita a debater propostas com Braide
É quase certo que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), a exemplo do que fez no primeiro turno, recusará o convite da TV Guará para participar de um debate com Eduardo Braide (PMN), quinta-feira (20), mas se isto ocorrer pode proporcionar ao adversário mais de uma hora de entrevista exclusiva, a menos que consiga barrar esta estratégia da emissora na Justiça Eleitoral. O problema é que os assessores do prefeito não sabem mais, a esta altura da competição, o que é pior: encarar de frente o concorrente, pegar mais um carimbo de "fujão" ou impedir, por via judicial, que seu oponente possa falar livremente com o eleitorado.

Edivaldo paga bem os profissionais que o assessoram, mas, convenhamos, desde que assumiu a Prefeitura joga dinheiro no fogo, pois se tudo o que fez em 3,5 anos é verdade, a população ficou sem saber; se sua assessoria está inventando realizações com objetivos meramente eleitorais, tempo perdido, pois ninguém melhor que a população para saber o que fez e que o deixou de fazer; e se como candidato foge do confronto para dizer se é verdade ou não é porque falta convicção sobre o que ele próprio diz que fez.

O prefeito bem que poderia mirar-se no exemplo do governador Flávio Dino (PCdoB), que em 2014, mesmo com folga em todas as pesquisas de opinião, foi a todos os debates, no rádio e na TV, e em outros ambientes também. Edivaldo, ao contrário, foi descortês, ao recusar convites, com a Igreja Católica, com profissionais de Medicina, com professores da rede municipal, com a classe empresarial e com a TV Guará, isto só no primeiro turno, quando teria também influenciado a TV Difusora (arrendada ao seu partido) a não realizar também um debate, ou seja, dobrou-se apenas à TV Mirante da família Sarney. Não deu certo, pois bastou o último debate para que sua propaganda bem feita fosse desmentada e deixasse de ganhar, como dizia que ganharia, no primeiro turno.

Salvo melhor interpretação, fugir de debates é um erro grosseiro do prefeito, pois se atendesse o convite da Guará, dez dias antes da eleição, poderia barrar impactos do debate final que a TV Mirante realizará dia 28 (do qual não terá coragem de fugir). O problema é que o candidato e seus assessores não estão convencidos se ele tem argumentos suficientes para esse tipo de confronto.

Se ele não tem, o eleitor então terá para melhor avaliá-lo e definir seu voto.

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