3 de out de 2016

Em eleição plebiscitária, Fábio Gentil encerra 12 anos de mando da oligarquia Coutinho no município de Caxias

Numa eleição plebiscitária, que teve apenas dois candidatos, o vereador Fábio Gentil (PRB) encerrou neste domingo 12 anos de mando da oligarquia Coutinho no município de Caxias. Foi um placar apertado, com uma diferença de apenas 1.212, mas suficiente para o oposicionista derrotar o atual prefeito, Léo Coutinho (PSB), sobrinho do deputado Humberto Coutinho (PDT), que é seu antecessor e preside a Assembleia Legislativa do Estado, e que recebeu apoio total do governador Flávio Dino (PCdoB), ou seja, mesmo enfrentando a força de duas poderosas máquinas - a prefeitura e o governo do estado - conseguiu juntar a massa de descontentes para apostar no seu projeto de melhorias das condições de vida no município.

Em alguns momentos da apuração, os dois candidatos chegaram a se alternar na liderança, porém a partir da metade dos votos contados, Gentil segurou a dianteira e não largou mais, e mesmo faltando menos de 5% dos votos, ele optou por não comemorar a vitória, o que fez somente depois de totalizadas as urnas, num sinal de elegância com o adversário e para evitar uma surpresa de última hora, já que os últimos votos contados vieram da zona rural.

Fábio Gentil sabe da preferência do governador pelo seu adversário, mas isto não o impedirá de procurá-lo, a partir de janeiro, para firmar parcerias que possam recuperar Caxias, e garante que as conquistas que obtiver serão aplicadas em favor da população. O novo prefeito diz que não medirá esforços para evitar desperdícios, pois o município precisa ter em caixa receita própria para não ficar totalmente dependente dos governos estadual e federal, que ele também vai procurar, com intermediação de deputados e senadores e outras lideranças que o apoiaram.

Quanto ao resultado, Gentil diz que os números mostraram que o povo não se convenceu dos argumentos do atual prefeito, que dizia não ter trabalhado nos dois primeiros anos porque lhe faltou apoio da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), porém nos dois anos seguintes, já com Flávio Dino no Palácio dos Leões, o seu desgoverno continuou.

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