6 de out de 2016

Fiscais da Aged, em resposta ao não cumprimento das promessas do governador Flávio Dino, dão bananas

Em sua música Candidato Caô Caô, Bezerra da Silva, num alerta aos eleitores, diz: "depois que ele for eleito, dá aquela banana pra você, meu irmão!". Nunca uma frase colou tão bem num protesto por promessas não cumpridas por políticos quanto a ação dos fiscais agropecuários, nesta quinta-feira (06), em frente à Agência de Defesa Agropecuária (Aged), onde foi distribuída uma tonelada de bananas para a comunidade do bairro do São Francisco.

A escolha da fruta para esta ação social foi porque ela é a que mais combina com a resposta dada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), depois de eleito em 2014, aos servidores da instituição.

Há dois anos, poucas semanas antes da eleição, os fiscais da Aged resolveram fazer uma greve barulhenta, protesto que repercutiu negativamente contra o Governo do Estado, afetando a candidatura de Lobão Filho (PMDB). Eles reivindicavam, dentre outras melhorias, aumento na gratificação de alimentação e insalubridade, principalmente para os que fazem trabalho de campo.

À época, houve um encontro com o então candidato do Partido Comunista do Brasil e ele assumiu o compromisso de, tão logo empossado, além de atender estas reivindicações, realizar o concurso público que já estava autorizado pela então governadora Roseana Sarney (PMDB) e reajustar os salários da categoria.

Passado mais de um ano e meio da posse do novo governador, nenhuma das promessas foi cumprida e mais: houve corte no número de contratados e um indicativo de que, se houver o concurso, será para menos de 50% das 170 vagas autorizadas pelo governo anterior. Além disso, os servidores contratados estão com os salários atrasados há mais de dois meses.

Inconformados com a resposta, os fiscais da Aged resolveram dar bananas. Nesta quinta-feira, a diretoria do sindicato foi à Ceasa, comprou uma tonelada da fruta e distribuiu para o povo, em frente à sede da Aged. "Essa é a nossa resposta ao governo", disse Francisco Saraiva, presidente do Sindicato, garantindo que a paralisação é por tempo indeterminado.

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