19 de out de 2016

Sem diálogo com governo, fiscais da Aged mantêm greve e podem prejudicar vacinação contra febre aftosa

A greve dos fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA) pode prejudicar o acompanhamento pelo órgão das ações da segunda etapa de vacinação contra febre aftosa (Campanha 2016), que começa dia 1º de novembro e se estende até o dia 30 do mesmo mês. Com a sede vazia e os escritórios do interior fechados, os criadores estão sem orientação, até porque não vêm conseguindo sequer emitir Guia de Transporte Animal (GTA) para descolocar seus rebanhos, fato muito comum nessa época do ano quando os campos ficam mais secos e os animais são levados para onde há pastos e água em abundância.

Para complicar ainda mais a situação, a Secretaria de Comunicação Social e Articulação Política (Secap), até o momento, não divulgou as peças publicitárias para mobilização dos criadores, principalmente os pequenos, quilombolas, indígenas, carroceiros e outros que têm menos recursos para aquisição de vacinação e contratação de orientadores.

Apesar dos riscos de comprometer a vacinação, os fiscais da Aged dizem que não suspenderão a greve enquanto o governador Flávio Dino (PCdoB) não se dispuser a dialogar sobre o cumprimento do concurso público que foi autorizado pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e ele disse que faria, mas ainda não fez, e se fizer é para menos da metade dos 170 que ficou combinado com o governo anterior.

A segunda etapa da vacinação contra aftosa é fundamental para que o Maranhão continue ansiando por uma certificação internacional de zona livre da doença. Dirigentes da Federação da Agricultura, da Associação dos Criadores e dos sindicatos rurais do interior estão apreensivos com esta situação.

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