21 de nov de 2016

Iphan, presidido por Kátia Bogéa, estava na mira para ser substituído por uma Secretaria de Patrimônio Histórico

O jornal Folha de São Paulo publica em sua edição desta segunda-feira (21) reportagem assinada por João Pedro Pitombo e Fábio Zanini na qual afirma que, por pouco, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), presidido por Kátia Bogéa (na foto ao centro), não foi extinto pelo presidente Michel Temer (PMDB) por uma sugestão do secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, que seria o pivô da crise que resultou na demissão, neste fim de semana, do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, por conta de uma obra que pode alterar a paisagem do casario histórico de Salvador (BA).

De acordo com a reportagem, quando Temer assumiu, Geddel sugeriu que o órgão fosse substituído por uma Secretaria Nacional de Patrimônio Histórico, a ser presidida pelo ex-superintendente do órgão na Bahia Carlos Amorim, que teria autorizado a construção do moderno edifício La Vue, de 30 andares, próximo à área tombada na capital baiana. O projeto, do qual Geddel era um dos compradores de moradia, foi embargado pelo Iphan Nacional, que estaria agora sendo pressionado é rever a proibição.

A nova secretaria passaria a ser a responsável pela concessão de licenciamento para obras, enquanto ao Iphan caberia mais a fiscalização. A idéia, porém, não se sabe porque, não foi adiante e Kátia Bogéa, que tinha perdido a superintendência do Iphan no Maranhão, acabou sendo guindada à sua presidência.

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