22 de nov de 2016

Sarney ajudou Ricardo Teixeira a ficar 11 anos à frente da CBF após CPI do Futebol, revela o consultor Mário Rosa

O ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) foi um dos responsáveis pela permanência de Ricardo Teixeira (foto), por mais 11 anos à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), depois da CPI do Futebol em 2001. A revelação está no livro “Glória e Vergonha: memórias de um consultor de crises”, do consultor político e empresarial Mário Rosa, que narra escândalos nos bastidores do futebol e que está sendo publicada em capítulos no portal UOL.

O auto do livro trabalhou com Ricardo Teixeira por mais de 10 anos. Nesta condição, viajou por diversos países e conheceu o “mundo da fantasia do futebol”, como ele mesmo classifica, um ambiente repleto de limusines, banquetes, jatinhos e hotéis de luxo.

Foi na condição de consultor da CBF que Mário Rosa conheceu de perto figuras importantes para a história recente do país, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho; e os ex-senadores Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), Luiz Estevão e Teotônio Vilela. 

De acordo com o autor do livro, quando já estava com sua carta de renúncia pronta, Ricardo Teixeira, bombardeado pelos escândalos da CPI, recebeu um telefonema de Sarney aconselhando-o a esperar uns dias antes de tomar uma decisão. “A ligação resultou em mais 11 anos à frente da entidade, mesmo contra sugestão de João Havelange”. O ex-presidente é pai do vice-presidente da CBF para a Região Norte, Fernando Sarney.

Mário Rosa relata ainda uma disputa de Teixeira com a Rede Globo no início dos anos 2000, no auge das investigações das CPIs no Congresso e com cobertura dura da TV. O ex-presidente da CBF marcou um amistoso entre Brasil e Argentina para as 20h, no mesmo horário do Jornal Nacional. O jogo foi ao ar e o desarranjo só se resolveu tempos depois.

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