23 de nov de 2016

Nota da Secretaria de Educação sobre ocupação do Cintra não condena atos de vandalismo dos ocupantes da escola

Em nota sobre a ocupação do Cintra, estabelecimento de ensino localizado no bairro do Anil, a Secretaria Estadual de Educação não condena os atos de vandalismo ali registrados durante os 43 dias de ocupação, como destruição de documentos, roubos de equipamentos de TV e computado, pichação de paredes etc. "Reconhecemos e respeitamos o legítimo direito às manifestações pacíficas e continuamos à disposição para o diálogo, mas ressaltamos que é necessário resguardar o direito de todos, bem como assegurar que não haja violência de nenhum tipo", diz a nota.

O mais grave é que alguns dos presos pela polícia dizem que não são estudantes, ou seja, por mais de um mês foi tolerada a presença de pessoas estranhas à escola no interior e somente agora os alunos puderam retornar às salas de aula.

Eis a íntegra da nota:

Sobre a ocupação do Centro Integrado Rio Anil (Cintra), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esclarece que:

  • Na noite desta terça-feira (22) foi efetuada a desocupação do Cintra, em cujas dependências se manifestava um pequeno grupo de 16 pessoas, que não contam com apoio das organizações estudantis e comunidade escolar. Os demais que ocuparam a unidade no dia 14 de outubro decidiram pela desocupação e se retiraram após atendimento de reivindicações apresentadas;
  • A retirada dos ocupantes ocorreu após a constatação de depredação do prédio da escola, de ameaças e de denúncias de que os manifestantes portavam armas, com risco iminente de graves ocorrências. Na noite desta terça-feira a polícia confirmou a existência de armas com o pequeno grupo;
  • Todas as reivindicações específicas dos manifestantes foram atendidas. Também todas as mediações possíveis foram realizadas pela Seduc, inclusive com participação de instituições públicas independentes e externas, que deixaram as negociações após descumprimento de acordo feito pelos estudantes que previa a desocupação nesta terça;
  • Reconhecemos e respeitamos o legítimo direito às manifestações pacíficas e continuamos à disposição para o diálogo, mas ressaltamos que é necessário resguardar o direito de todos, bem como assegurar que não haja violência de nenhum tipo.

São Luís, 23 de novembro de 2016.

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