3 de nov de 2016

Promotor que desvendou fraude na Secretaria de Fazenda teme pela vida de quem está investigando esta corrupção

Na entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (03) para detalhar o esquema de corrupção montado na Secretaria Estadual de Fazenda, no período de 2009 a 2014, o promotor de Justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos (foto), da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís, disse que a investigação desse caso pode levar a um desenrolar parecido com o da Lava Jato. Ele disse que teme pela vida das pessoas que estão envolvidas nessa investigação. Indagado se estava falando em ameaçasde assassinatos, ele sintetizou: "não duvide de nada no Maranhão!"

De acordo com o promotor, participam dessa investigação, além de membros do Ministério Público, auditores da Receita Estadual, técnicos da Secretaria Estadual de Transparência e integrantes da Procuradoria Geral do Estado.

Perguntado sobre o porquê dessa desconfiança, Paulo Barbosa destacou que a lista de empresas que se beneficiaram desse esquema é muito extensa, mais de 190, e os valores que terão de ser devolvidos aos cofres públicos somam mais de R$ 400 milhões, que, se atualizados, ultrapassam a casa de R$ 1 bilhão. Além do mais, quem se beneficiou, além de devolver dinheiro para o Estado, ainda continuará com débito em aberto na Sefaz.

O promotor disse que essas empresas compraram créditos de um precatório da Camargo Corrêa, reconhecido pelo Estado, em 2002, a lei que deu esse ganho de causa à empreiteira foi revogado em 2004, porém de 2009 até 2014 eles foram utilizados, com empresas comprando os valores com deságio e usando o valor integral para quitar seus débitos com ICMS e outros impostos.


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