18 de dez de 2016

Relação do Governo do Estado com a classe empesarial azeda após aprovação do projeto que aumenta o ICMS

Conselho Empresarial reunido emergencialmente na sexta-feira passada
A relação entre a classe empresarial e o Governo do Estado, que vinha sendo amistosa até semana passada, apesar de queixas de alguns segmentos produtivos com algumas medidas que prejudicam o setor produtivo, azedou depois da imposição pelo Palácio dos Leões de um projeto que eleva o ICMS de produtos e serviços e que foi aprovado a toque de caixa na Assembleia Legislativa.

Três das sete entidades patronais com assento no Conselho Empresarial do Maranhão (Cema) expediram notas duras contra a medida do governo e se queixam da falta de diálogo para debater essa questão. A Associação Comercial do Maranhão (ACM), em nota de repúdio, lembrou que não é só aumentando impostos que o governo vai equilibrar suas contas; a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), representada pela FCDL, também em nota de repúdio, pediu a não sanção do projeto para que o governo dê oportunidade de se debater sua política fiscal; e a Federação das Associações Empresariais (Faem) foi mais crítica e disse que "nenhum empresário pode arrancar dinheiro do cliente, já o governo avança sobre nossos bolsos sempre que lhe convém".

O Governo ainda tentou amenizar a crise promovendo uma reunião do Conselho, sexta-feira (16), mas àquela altura as notas de protestos já estavam expedidas e prontas para divulgação, o que ocorreu neste fim de semana.

Além destas, compõem o Cema, pela iniciativa privada, as federações das Indústrias (Fiema), do Comércio (Fecomércio) e da Agricultura (Faema), além do Sebrae-MA, que não se pronunciaram sobre o assunto. Pelo Governo do Estado, compõem o colegiados as secretarias de Indústria e Comércio, Agricultura, Minas e Energia, Meio Ambiente e de Trabalho.

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