29 de jan de 2017

Em jogo de futebol no Castelão, serviço de som fica mais caro do que cabe a cada clube na hora de dividir a renda

Desperta curiosidade um borderô da Federação Maranhense de Futebol com os detalhamentos das receitas e despesas de um jogo, pois há casos em que o Governo do Estado ganha mais do que os clubes, responsáveis por botar os atletas em campo. É o caso da partida entre Maranhão e Americano, realizada dia 22 passadio, pois cada time recebeu quase três vezes menos do que foi pago ao Estado pela cessão do Estádio Castelo e menos ainda do que o serviço de som (que a rigor deveria estar incluído no aluguel do estádio).

De acordo com o borderô, 699 pessoas assistiram a esse jogo, sendo que destes 621 pagaram ingresso (os demais foram gratuidade), proporcionando uma renda de R$ 9.240,00, mas as despesas somaram R$ 8.554,20, ou seja, sobraram R$ 686 para serem divididos entre os clubes, cabendo a cada um R$ 343,90.

Dessa renda, a Secretaria de Esporte ficou com R$ 924, pelo arrendamento do Castelão, quase três vezes mais do que coube aos clubes; as despesas com arbitragem (somando o transporte) deram R$ 1.400,00 (como são quatro, na média, cada um ganhou mais do que os times).

A logística do jogo custou R$ 1.652,89. Agora atente para o detalhamento das despesas:


  • Som - R$ 350,00
  • Locutor - R$ 100,00
  • Lanches - R$ 200,00
  • Fiscais de banheiro - R$ 80,00
  • Gelo - R$ 20,00
  • Táxi para transportar o gelo - R$ 20,00
  • Refeição do pessoal da bilheteria - R$ 97,00
  • Táxi para transportar a refeição - R$ 20,00
  • Coordenadores do jogo - R$ 550,00
  • Frutas para os árbitros - R$ 15,89
  • Água - R$ 100,00
  • Coordenador da CBF - R$ 100,00

Resumindo, quando o torcedor se dispõe a pagar um ingresso, ele imagina estar, além de se divertindo com o espetáculo, ajudando seu clube do coração, mas parece que mais gente é ajudada do que jogador, comissão técnica, roupeiros, massagistas, médicos etc. Bola pra frente!

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