24 de jan de 2017

Moto e Sampaio podem desistir da Copa do Nordeste, segundo presidente da Federação Maranhense de Futebol

Moto e Sampaio podem desistir de continuar disputando a Copa do Nordeste, caso a Esporte Interativo, emissora de TV que detém os direitos de transmissão do torneio não reveja as cotas de patrocínio dos clubes maranhenses. O alerta foi feito nesta terça-feira (24) pelo presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Antônio Américo, em entrevista ao jornalista Técio Dominici, no programa Mirante Esporte levado ao ar, a partir do meio-dia na Rádio Mirante AM.

De acordo com Antônio Américo, tanto os clubes do futebol maranhense quanto os do Piauí (Ríver e Altos) que estão na competição, reclamam da disparidade do quanto repassa a emissora para os participantes, já que estes recebem apenas R$ 170 mil, enquanto os representantes dos demais estados (Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) têm direito a uma cota de R$ 600 mil, ou seja, R$ 330 mil a mais.

Antônio Américo diz que nesta quarta-feira vai ao Rio de Janeiro onde participa de uma reunião na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para uma reunião com os dirigentes da emissora detentora dos direitos de transmissão a fim de rever essa partição do dinheiro. Caso o problema não seja contornado, Moto e Sampaio podem desistir de continuar jogando, já a partir da segunda rodada.

Vale destacar que o Sampaio estreia nesta quarta-feira (25) contra o Sport do Recife, às 19h45, na capital pernambucana, enquanto o Moto tem sua primeira partida marcada para quinta-feira (26), 21h45, em São Luís, no Estádio Castelo. Leia reportagem em Maranhão Hoje.
(Com imagem do Globo Esporte)

Um comentário:

Roberto C. Limeira de Castro disse...

O golpe perpetrado contra os clubes do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe por iniciativa da Bahia e do Ceará, já que o Presidente Evandro da FPF-PE se mostrou contrário às exclusões destes clubes e de seu terceiro clube para a disputa de partidas eliminatórias entre si e contra os terceiros colocados da Bahia e Pernambuco, abre caminho para uma luta titânica dos clubes e estados discriminados como ocorreu em 1996 para a Copa do Nordeste de 1997. Como idealizador e um dos criadores da Copa do Nordeste, naquela época era a assessor da FPF-PB e elaborei um manifesto que teve apoio das Federações do quatro estados menores, já que naquela época Bahia e Ceará já desejavam que estes estados tivessem apenas um representante.
Em 2002 já residindo em Macapá, fui o pioneiro na criação da Liga da Amazônia denominado de Clube da Amazônia. Fui eleito secretário executivo da Liga, mas meu desejo era criar uma Copa do Meio Norte com até quatro clubes dos Estados do Amapá, Pará, Maranhão e Piauí, enquanto os clubes do Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima organizariam a sua Copa da Amazônia Ocidental.
Uma Copa do Meio Norte com os três clubes ranqueados dos quatro estados seria complementada com os primeiros colocados pós-ranqueamento dos campeonatos estaduais respectivos. Esta copa poderia ser incrementada para 20 clubes ao incluir o Campeão e Vice-Campeão da Copa do Meio Norte do ano anterior e de uma série B com participação dos demais clubes dos quatro estados.
Veja como ficaria a composição:
Amapá - Clubes âncoras ranqueados Ypiranga, Trem Desportivo e São José
Pará - Remo, Paysandu, Tuna Luso
Maranhão - Sampaio, Moto Clube e MAC
Piauí - River, Flamengo e outro ranqueado
O núcleo principal seria composto pelos os doze clubes de massa.
Os melhores classificados pós times âncoras de cada estado completariam os 16 participantes principais.
A diferenciação por critério técnico seria os Campeões e Vice-Campeões da Copa do Norte do ano anterior e de uma série B do Meio Norte composta pelos demais clubes dos quatro estados de menor porte correndo em paralelo às quartas feiras no âmbito de cada Estado para evitar despesas e diminuir os custos.
Não haveria rebaixamento e todos os anos o calendário da região começaria em janeiro com as séries A e B da Copa do Meio Norte, sempre com 12 ranqueados e os melhores colocados dos certames estaduais pós-âncoras.
Bastava o Sr. Américo se reunir com os Presidentes do outros três Estados e decidir pelo torneio a ser negociado com a Esporte Interativo ou outra rede.
Após as duas séries do Meio Norte terminar os quatro participantes fariam um hexagonal de tiro curto com o campeão e vice-campeão da Série B para se conhecer os campeões estaduais e manter a tradição.
De outra forma, os clubes maranhenses tem pouca chances com os gigantes da Bahia, Pernambuco e Ceará e serão sempre discriminados como os clubes do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe. Na Copa do Meio Norte os presidentes das federações e os seus clubes teriam controle total dos recursos televisivos e excelentes chances de se tornarem campeões. Esta Copa do Meio Norte vale por baixo R$ 20 milhões distribuídos entre os seus 20 clubes de cada edição, mas não discriminem os médios e menores clubes participantes com vagas conquistadas por meritocracia. Se enviarem um endereço de e-mail para mim, enviarei um cópia do projeto original de 2002 em brochura para orientar o processo de criação da Copa do Meio Norte.
Pensem nisto!
Roberto Limeira de Castro