28 de jan de 2017

Procon multa Odebrecht Ambiental por má qualidade da água no município de Raposa, onde a empresa não atua

Duarte Júnior garante que recebeu denúncias contra a Odebrecht de
moradores da Raposa, município onde a empresa não tem atuação
O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/MA) vai ter de diminuir a multa de R$ 433,5 mil pelo fornecimento de água de má qualidade aplicada à Odebrecht Ambiental ou então ratear esse valor com a Prefeitura Municipal de Raposa, pois pelo menos neste município a empresa não atua, apenas em Paço do Lumiar e São José de Ribamar.

De acordo com notícia distribuída pela Secretaria de Comunicação e Articulação Política (Secap), nesta sexta-feira (27), desde 2016, o Instituto tem investigado a Odebrecht Ambiental após ter recebido denúncias de consumidores quanto à qualidade da água. "Testes feitos pela Vigilância Sanitária no início do ano passado confirmaram a presença de coliformes na água fornecida para algumas regiões de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar", garante a Secap, com base em informações do Procon.

Em nota distribuída, também nesta sexta-feira, porém, a Odebrecht estranha a denúncia do Procon pela inclusão de três municípios em sua área de atuação. "A empresa foi surpreendida pela acusação de falta de qualidade na água distribuída nos municípios de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, sendo que neste último a Odebrecht Ambiental não possui nenhuma atuação".

Escritório da Odebrecht em São José de Ribamar, muncípio
onde a empresa realmente atua,além de Paço do Lumiar
Em outro trecho da nota, a Odebrecht também estranha o fato de o texto distribuído pelo Governo do Estado citar uma ação da Vigilância Sanitária realizada ainda em 2016 com amostras de água e análises de origem desconhecidas, pois o processo foi "dado como encerrado pelo próprio diretor do órgão, Duarte Junior, em reunião realizada dia 09 de agosto de 2016 após a apresentação de análises realizadas pela Universidade Federal do Maranhão".

Diante dessa contestação, o Procon deve agora apresentar quantos moradores, realmente de Raposa, denunciaram a Odebrecht neste município e mostrar os relatórios da Vigilância Sanitária sobre os locais de coleta das amostras de água em que a empresa é acusada ou então responsabilizar quem realmente vem prestando esse serviço de má qualidade com a água distribuída à comunidade. Ao que tudo indica, vai sobrar para a prefeita Talita Laci (PCdoB). Leia reportagem em Maranhão Hoje.

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