8 de jan de 2017

Quem dita preço dos combustíveis é o mercado, diz presidente do sindicato dos distribuidores no Maranhão

Levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre os preços de combustíveis praticados nas bombas de todo o país aponta que no Maranhão é onde o consumidor paga menos pelo litro da gasolina, o que não se verifica, porém, com o óleo diesel (comum e S10) e etanol. Para o presidente do Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindcombustíveis), Orlando Santos, esta é mais uma evidência de que o valor de um produto deve sempre ser regulamentado pelo mercado.

De acordo com a ANP, o preço médio da gasolina no estado é R$ 3,61, o mesmo valor praticado na Paraíba, porém abaixo do que se cobra em Pernambuco (R$ 3,55) e em São Paulo (R$ 3,60). O estado onde o preço é mais elevado é Acre (R$ 4,23). Quanto ao etanol, o preço médio é R$ 3,31, mais caro que em Alagoas (R$ 3,15), Bahia (R$ 3,02), Ceará (R$ 3,29), Espírito Santo (R$ 3,26), Mato Grosso (R$ 3,04), Minas Gerais (R$ 3,29), Paraíba (R$ 2,95), Pernambuco (R$ 2,93), Piauí (R$ 3,08) e Rio Grande do Norte (R$ 3,25).

O óleo diesel comum tem preço médio de R$ 3,06, maior do que o praticado na Bahia (R$ 3,02), Espírito Santo (R$ 3,05), Goiás (R$ 3,06), Minas Gerais (R$ 304), Paraná (R$ 2,87), Pernambuco (R$ 2,98), Rio Grande do Sul (R$ 2,95), Santa Catarina (R$ 3,00), São Paulo (R$ 2,92) e Sergipe (2,99). Já com relação ao óleo diesel S10, o preço médio no Maranhão é R$ 3,16 e os estados que cobram menos são Alagoas (R$ 3,15), Bahia (3,14), Espírito Santo (R$ 3,15), Paraíba (R$ 3,09), Paraná (R$ 2,99), Pernambuco (R$ 2,99), Rio Grande do Sul (R$ 3,15), Santa Catarina (R$ 3,12), São Paulo (R$ 3,10) e Sergipe (R$ 3,16).

Para Orlando Santos, o preço da gasolina mostra o desespero de alguns donos de postos, que estão buscando quaisquer meios para fazer caixa diante da crise. Uma das provas disso é que as vendas onde se pratica preço geralmente são apenas a dinheiro ou débito em conta, ou seja, não suportam a demora de repasse dos cartões de crédito, tampouco os descontos. Orlando Santos diz ainda que houve uma queda substancial no consumo de combustíveis.

Nenhum comentário: