25 de fev de 2017

Edivaldo Holanda, em São Luís, e Marcelo Crivella, no Rio, se recusam a entregar "chave da cidade" ao Rei Momo

Rei Momo recebe chave do vice-prefeito Júlio Pinheiro
Pelo quinto ano consecutivo, o carnaval de São Luís foi aberto sem a tradicional cerimônia para entrega da "chave da cidade" ao Rei Momo, pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que, por questões religiosas (é membro da Igreja Batista), se recusa a participar de festas pagãs. A mesma atitude teve o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (bispo da Igreja Universal do Reino de Deus), que também não apareceu para fazer a abertura oficial das festividades.

Sem apresentar justificativas, Holandinha mandou o vice-prefeito, Júlio Pinheiro (PCdoB), fazer a entrega simbólica da chave ao Rei Momo Mateus Lobato, num evento realizado na Passarela do Samba Chico Coimbra, nesta sexta-feira (24). 

Apesar de ser um evento compartilhado com o Governo do Estado, o governador Flávio Dino (PCdoB) também não compareceu e foi representado pelo secretário da Cultura e Turismo, Diego Galdino.

No Rio de Janeiro coube ao presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), Marcelo Alves, das a  justificativa para a ausência do bispo prefeito. 

Segundo ele, Crivella ficou em casa fazendo companhia à primeira-dama, Sylvia Crivella, que estava com uma "profunda gripe", ou seja, não houve motivação religiosa."Falta faria se essa festa não tivesse sido apoiada como ela foi. A festa foi apoiada na organização, financeiramente no que era necessário fazer. E isso é o que é mais importante", disse Nelcimar Nogueira, secretária municipal de Cultura.


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