6 de fev de 2017

Flávio Dino já identificou um culpado pela reportagem da Folha de São Paulo sobre balneabilidade: José Sarney

O governador Flávio Dino (PCdoB) reagiu de forma irônica, apelando para um debate político rasteiro, à reportagem da Folha de São Paulo, deste domingo (05), que atesta estarem as praias de São Luís e de São José de Ribamar com 21 pontos impróprios para o banho de mar. Pelo twitter, sua tribuna preferida para tratar assuntos de estado, ele postou uma mensagem indireta à família Sarney, como se tivesse sido ela a autora da reportagem: "Estranha obsessão da oligarquia de ver praias de São Luís poluídas. Coisa de gente que tem ilha privada para seu lazer, sem se ´misturar`", disse ele numa referência à Ilha de Curupu (que não é privada, mas patrimônio da União), onde o ex-senador José Sarney mantém uma casa, herdada do sogro, o médico Carlos Macieira.

Numa outra postagem, o governador diz que "deturpando dados sobre as praias, eles acham que atrapalham Governo. Mas atrapalham de verdade o turismo, bares, restaurantes etc", esquecendo que até 2014 ninguém da então oposição tinha essa preocupação com o turismo, nem ele, que era presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), quando fotos e textos sobre a poluição das praias de São Luís eram propagadas Brasil e Mundo afora. 

O governador não poupou elogios aos esforços de sua administração para reverter o quadro negativo da balneabilidade. "Essa gente nunca se preocupou com as praias. Nós estamos trabalhando para consertar mais esse erro deles. E estamos avançando". 

Placa do governo alerta que praia é imprópria para o banho de mar
Para que o leitor não se perca nessa polêmica, vale destacar que ela surgiu porque o jornal Folha de São Paulo resolveu fazer uma reportagem sobre a balneabilidade de 1.180 pontos de praias em 14 estados do país, constantado que "42% foram classificados como "bons" ou "ótimos" para banho, 29% estavam "regulares", e 29%, "ruins" ou "péssimos" por mais de três meses no ano". Infelizmente as praias de São Luís estão neste último percentual, porém longe de ter sido uma reportagem apenas sobre o Maranhão e com o objetivo de prejudicar o turismo maranhense ou perseguir o Governo do Estado. Jornalismo apenas.

Outro detalhe: quando a revista Exame informou, dia 17 de janeiro, que apenas um ponto de praia em São Luís era impróprio para banho, ninguém acusou a revista de estar fazendo propaganda do Governo, mas este, quatro dias depois, divulgou um lado contestando a reportagem, informando que não era apenas um, mas três os pontos impróprios. Simples assim.

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