23 de fev de 2017

Mexida de Flávio Dino na máquina pública fortalece a política e diminui os órgãos que cuidam da produção

É difícil compreender a lógica do governador Flávio Dino (PCdoB) para conter gastos na administração pública, pois, apesar dos anúncios de fusões de secretarias e outros órgãos, a estrutura do estado continua praticamente a mesma, pois ato contínuo a esses anúncios criou outros, com a diferença apenas de que deixou de prestigiar o setor produtivo para fortalecer o político.

Alegando necessidade de conter gastos com a máquina pública, o governador decidiu fundir a Secretaria de Minas e Energia, que ele nunca prestigiou, com a Secretaria de Indústria e Comércio, cujo orçamento baixou para apenas R$ 5 milhões, menos do que foi anunciado para o carnaval deste ano. Fundidas essas secretarias, que são importantes para uma política de desenvolvimento econômico, que infelizmente parece não ter, criou uma Secretaria de Relações Institucionais, só para acomodar o Pastor Porto, ex-vice governador e ex-vice prefeito de Imperatriz, que está desempregado desde o início do ano.

Outra medida anunciada pelo governador foi a fusão do Viva com o Instituto de Proteção e Defesa ao Consumidor (Procon), o que de fato já ocorria, pois o presidente era o mesmo, Duarte Júnior. Feita essa fusão, criou a Agência Executiva Metropolitana (sabe-se lá para quê), que será confiada ao vereador Pedro Lucas, com o intuito de atrair o PTB para seu projeto de reeleição em 2018.

O que se observa é que o governador cada vez prestigia mais a política do que a produção. Quantas superintendências regionais tem, por exemplo, a Secretaria de Agricultura e quantas tem a Secretaria de Articulação Política e Comunicação (Secap). Quantas secretarias extraordinárias estão agregadas no seu gabinete? Parece que a prioridade é por órgãos só produzem reuniões, folheterias, vídeos e outros instrumentos de enganação, enquanto os podem ajudar a produzir alimentos, gerar empregos, aumentar exportação etc ficam em segundo plano. É o Maranhão!

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