28 de fev de 2017

No Carnaval de Todos em São Luís o povo só queria cantar "saudades, muitas saudades, saudades sentimos demais"

Bom dia, São Luís! “Hoje eu não quero sofrer, hoje eu não quero chorar”, pois, afinal de contas, é terça-feira de Carnaval, esta “invenção do diabo que Deus abençoou”, portanto é dia de se despedir da folia, mesmo não tendo dela participado.

Sobre o Reinado de Momo deste ano, realmente, não sei muito para contar com exatidão, mas pelo que li o governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) juraram que “este ano o carnaval não vai ser como aquele que passou”, mas pelo que li não foi lá essas coisas, daí porque muita gente queria cantar apenas a marchinha de Pinduca: “saudades, muitas saudades, saudades sentimos demais...”, já que nos anos anteriores parece que havia muito mais opções, animação. E antes que alguém queira politizar um comentário sobre festa carnavalesca e passe para a agressão, estendo minha “bandeira branca, amor... Bandeira branca, eu peço paz!”

Bom dia também àqueles que não foram ao Centro Histórico e não circularam pelos circuitos formados pela Avenida Beira Mar, Madre de Deus, Desterro e Aterro do Bacanga, pois ficaram com a sensação de que não havia carnaval em São Luís, tanto que um dos destaques nacionais foi para os embalos do Reggae, aquilo que se vê o ano inteiro. Afinal, "São Luís, aqui é a Jamaica, capital brasileira do Reggae...". Mas isto nunca vai se saber ao certo, pois os comentários que vão brotar, principalmente nas redes sociais, independem da realidade, o que vale, neste tempos, é a versão de quem apoia ou faz oposição ao governador e ao prefeito, pois “homem é homem, menino é menino, político é político e...”, como diria o filósofo cearense Falcão.

E bom dia ainda a quem preferiu passar esses dias fora da cidade ou do Maranhão e agora está regressando, dizendo “eu voltei, agora para ficar porque aqui, aqui é meu lugar...”, bem como àqueles que não aguentam mais tanto folia e gritam “parem o mundo que eu quero descer...” É isto, amanhã é Quarta-Feira de Cinzas, começo da Quaresma e véspera do início do ano no Brasil, quando todos realmente começam a trabalhar. Bom dia a todos.

E antes que alguém queira criticar o comentário como plágio, admito, mesmo sem o brilhantismo do original, foi inspirado no Tintim por Tintim publicado pelo saudoso Ray Santos no Jornal Pequeno. Até a próxima oportunidade, quando a inspiração vier, se vier.

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