30 de mar de 2017

Parecer do irmão de Flávio Dino sobre a reeleição de Dilma não deixa dúvidas de que ela recebeu de Caixa 2


Flávio Dino nunca se convenceu das falcatruas da ex-presidente de Dilma 
Desde que foi aberto, na Câmara Federal, em 2015, o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Flávio Dino (PCdoB), numa cruzada quixotesca, saiu em defesa do seu mandato alegando que ela era inocente, chegando a criar até uma rede da legalidade nas redes sociais, inspirado em campanha semelhante de Leonel Brizola quando saiu na defesa do cunhado João Goulart.

Fala, o governador, não apenas como político, mas professor de Direito e ex-juiz federal, ou seja, um conhecedor das leis, como pouco. Ele sempre discordou também da tese levantada pelo PSDB, partido a que pertence seu vice, Carlos Brandão, de que houve abuso econômico e político na reeleição da ex-presidente no ano de 2014, portanto nunca viu como necessária a cassação do seu diploma, muito menos da perda dos seus direitos políticos.

A família do governador, quase toda ela, é composta de entendedores das leis, das Constituições (federal e estaduais) e de outros diplomas legais, dentre eles o irmão Nicolao Dino, hoje vice-procurador do Ministério Público Eleitoral. Pois bem, o parecer enviado pelo irmão do governador ao TSE sobre o que se deu na eleição passada mostra que os argumentos de Sua Excelência não convencem nem mesmo àqueles de quem é tão próximo.

Nicolao Dino não tem dúvidas de que Dilma se beneficiou do Caixa 2
Nicolao Dino mostra-se convencido de que Dilma se beneficiou de dinheiro de Caixa 2 para alimentar sua campanha e que participou diretamente disto, portanto, deve perder não apenas o diploma, mas os direitos políticos por oito anos, isto é, se julgada agora só poderia se candidatar em 2025.

Quanto ao golpista e ilegítimo presidente Michel Temer, como Dino (governador) trata o chefe do Executivo Nacional, Dino (procurador) entende que ele também deve perder o mandato, não porque estava envolvido diretamente nos esquemas de Odebrecht e outras empresas que bancaram a campanha da ex-presidente por Caixa 2, mas porque ele fazia parte da chapa oficial. Tanto isto é verdade para Michel que pede a preservação dos direitos políticos. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

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