31 de mar de 2017

Ex-presidentas do Brasil e da Coréia do Sul têm pouco a comemorar: uma está presa; a outra pode ser condenada

Nesta quinta-feira (30), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu o parecer do Ministério Público sobre a atuação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na campanha eleitoral de 2014, quando foi reeleita.

A peça, assinada pelo vice-procurador do Ministério Público Eleitoral, o maranhense Nicolao Dino, não deixa dúvidas de que a petista sabia que o dinheiro usado para custear sua campanha era de origem duvidosa, resultado de operações criminosas de empresas que eram beneficiadas pelo seu governo, em especial o Grupo Odebrecht.

Caso os ministros do TSE acatem o parecer de Nicolao Dino, que irmão do governador Flávio Dino (PCdoB), Dilma, ao contrário do que decidiram os senadores no dia da cassação do seu mandato, vai perder os direitos políticos por oito anos. 

Perderá também o diploma de presidente, e isto pode custar o mandato também do atual presidente, Michel Temer (PMDB), que era seu vice.

Pior sorte do que Dilma, no entanto, teve sua amiga Park Geun-hye, que, a exemplo da brasileira, foi a primeira mulher eleita presidente na Coreia do Sul. Nesta quinta-feira, Park foi para a cadeia, acusada de corrupção, pois, numa ação parecida com o que ocorria no Palácio do Planalto, usava uma amiga para tirar proveito. Ao contrário do que foi em abril do ano passado, quando se encontraram em Seul, as duas hoje têm pouco a comemorar.

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