27 de mar de 2017

Os honestos que contestem, mas Marcelo Odebrecht diz que todos os eleitos em 2014 receberam do Caixa 2

Os honestos e guardiões da ética na política que contestem, mas o empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo que leva seu sobrenome, disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início de março, que o financiamento ilegal de campanhas é tão comum no país que inclui todos os candidatos eleitos em 2014. E acrescenta: "Duvido que tenha um político no Brasil eleito sem caixa 2. E, se ele diz que se elegeu sem (Caixa 2), é mentira, porque recebeu do partido. Então, impossível", afirmou.

A reportagem, assinada por Fábio Fabrini, Fabio Serapião, Beatriz Bulla e Rafael Moraes Moura, foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo desta segunda-feira (27).

Marcelo Odebrecht já disse que, além do PT, PMDB e PSDB, que foram os partidos que mais receberam, mandou dinheiro para PDT, PP e PCdoB, dentre outros, sendo que para estes três o suborno foi para comprar a adesão à chapa de Dilma, a fim de aumentar seu tempo de rádio e televisão e que o dinheiro teria sido distribuído para os estados onde tinham candidatos.

De acordo com o empreiteiro, dos recursos disponíveis para campanhas, 75% eram pagos fora do sistema oficial. "Caixa 2, para a gente, e eu acho que para todas as empresas, era visto como natural. Os valores definidos pelos candidatos eram tão aquém do que eles iam gastar que não tinha como a maior parte das doações não ser caixa 2. Era impossível", declarou ao TSE.

O empresários afirmou que, ao acertar propinas com parlamentares ou ocupantes de cargos executivos, o valor podia ser pago nas eleições tanto como doação oficial, o "caixa 1", quanto por fora. Mas ponderou também que parte dos valores do chamado caixa 2 não foi destinada a campanhas com uma "contrapartida específica". 

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