8 de abr de 2017

Flávio Dino descontenta ambientalistas ao aprovar construção de porto da WTorre na Reserva de Tauá-Mirim

Festejado por muitos e questionado por outros, o acordo celebrado nesta quinta-feira (06) entre as empresas China Communications Construction Company (CCCC) e WPR, do Grupo WTorre, para construção de um Terminal de Uso Privado (TUP) em São Luís, pode trazer grandes dissabores para o governador Flávio Dino (PCdoB) por conta do descontentamento pelo seu apoio ao projeto por parte de ambientalistas, políticos de "esquerda" e até mesmo integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Judiciário e outros segmentos que defendem a Reserva Extrativista (Resex) de Tauá-Mirim. 

Um dos maiores contestadores do projeto é o deputado Bira do Pindaré (PSB), que certamente deve se pronunciar sobre o assunto nesta segunda-feira (10), na Assembleia Legislativa. Em 2014, ele foi um dos que mais combateram a autorização dada pelo Governo do Estado para a instalação do porto e um dos que mais comemoraram, em 2015, a suspensão do decreto pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Bira tem sido um ardoroso defensor da resistência ao projeto pelos moradores da comunidade Cajueiro. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

Na solenidade de assinatura do acordo entre as duas empresas, em São Paulo, o governador Flávio Dino (PCdoB) ressaltou que o Maranhão está agradecido pela parceria. “Fico feliz que o Maranhão tenha sido escolhido para sediar tão importante investimento e louvo a capacidade empreendedora da WPR. Agradeço a palavra-chave dessa parceria que é confiança. No Brasil e no nosso estado”, disse ele.

A Reserva da Tauá-Mirim engloba uma área de cerca de 18 mil hectares. Ela foi idealizada em 2007, pela então superintendente do Ibama, Marluze Pastor, mas nunca foi homologado pelo Instituto Chico Mendes. Sua criação foi reclamada três vezes pela Federação das Indústrias (Fiema) ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), que se defendeu dizendo que aguardava uma manifestação oficial do Governo do Estado sobre o assunto para tomar as medidas legais.

Ao participar da solenidade e saudar a chegada do empreendimento, Flávio Dino finalmente mostrou sua posição, ou seja, ele também é contra a reserva.

O projeto do porto está orçado em R$ 1,8 bilhão, com previsão de ser concluído em três anos. As obras devem começar no segundo semestre deste ano, e certamente os protestam vão se intensificar a partir da próxima semana, a menos que o governador convença aliados e simpatizantes a recuarem e aceitarem a ideia de que o porto, agora, irreversível.

Um comentário:

Edvaldo Raimundo de Aguiar Coqueiro Coqueiro disse...

Desagradará os ambientalistas mas agradará o povo que precisa de emprego.
Não podemos ficar contra o crescimento econômico do Maranhão porque divergimos ideologicamente do governador.
O Maranhão tem como único vetor de desenvolvimento o seu complexo portuário. A criação da reserva em questão é um tiro mortal nesse vetor. A reserva irá abranger toda a retroárea do porto do Itaqui, o inviabilizando totalmente.
Quem ama o Maranhão e torce pelo seu progresso econômico e tem consciência do potencial do porto para a economia do estado não se colocará jamais a favor da reserva de Tauá-Mirim.

Atenciosamente

Edvaldo Coqueiro