18 de mai de 2017

Prisão de Willer Tomaz pode esclarecer a misteriosa transação para venda da TV Difusora a Wewerton Rocha

A prisão do advogado Willer Tomaz, na manhã desta quinta-feira (18), em um hotel de São Luís, na Ponta do Farol, pode servir para esclarecer a misteriosa transação que envolve o empresário Edson Lobão Filho (suplente de senador pelo PMDB) e o deputado federal Wewerton Rocha (PDT) para transferência do controle do Sistema Difusora de Comunicação, que envolve em São Luís a TV e a rádio FM, além de diversas outras emissoras no interior do estado.

Willer Tomaz, que também advoga para diversos políticos no Maranhão, dentre eles o governador Flávio Dino, estaria no Maranhão para se apresentar como novo dirigente da emissora. Ele é dono de outras rádios, dentre as quais a JK FM, de Brasília (DF), e teria sido o intermediador de recursos financeiros para compra da Difusora.

A venda da emissora de Lobão é um verdadeiro mistério, tanto que até hoje ninguém havia se apresentado como novo proprietário. Sabe-se apenas que tem estreitas relações com o Palácio dos Leões, do qual se tornou principal porta-voz, tanto que sua programação, quase toda ela é voltada para atacar adversários do governador Flávio Dino, interferindo até mesmo em disputas eleitorais, como foi o caso da eleição de 2016 na capital, quando fez denúncias nunca comprovadas contra o deputado Eduardo Braide (PMN), adversário do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Willer (foto) teria coaptado o procurador da República Ângelo Goulart Villela, auxiliar do vice-procurador eleitoral Nicolao Dino (irmão do governador do Maranhão) para que interferisse na Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ e Postalis – e de atrapalhar o processo de negociação do acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista, um dos do sócios da holding J&F, dona do frigorífico JBS.

Na manhã desta quinta, depois de a prisão de Goulart ter sido feita, o PGR, Rodrigo Janot, enviou um comunicado aos colegas para explicar a situação. Segundo ele, o sucesso desta etapa das investigações “tem um gosto amargo”. O procurador-geral afirma ainda que eles tentaram interferir nas negociações de delações premiadas com envolvidos da Greenfield.



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