3 de mai de 2017

Sérgio Frota diz que sente vontade de abandonar o futebol depois da decisão do TJD que beneficiou o Moto


O julgamento do TJD, nesta terça-feira (02), que deferiu o pedido do Moto para que ele decida o segundo turno com o Cordino, revoltou o presidente do Sampaio Corrêa, Sergio Frota, que chegou a falar ate em abandonar o futebol. "Minha vontade era abandonar o futebol por conta de uma decisão equivocada dessa natureza. Só não faço em respeito a todos que acreditaram em nosso trabalho à frente do clube ao longo desses 10 anos. Vou continuar lutando para que o direito legítimo do Sampaio em participar da decisão do segundo turno seja respeitado”.

Sobre o entendimento dos membros do tribunal sobre o que diz o regulamento, declarou que o Sampaio conquistou o direito de disputar a vaga dentro de campo, de acordo com o regulamento, que indica a vantagem à equipe com melhor índice técnico, na fase de classificação do segundo turno, como previsto no Art.11, "no entanto, uma decisão equivocada nos tira essa condição legítima”.

Sérgio Frota levanta a suspeição do relator da ação, Gutemberg Braga Junior, que teria antecipado seu voto em um grupo de Whatsapp dos auditores. No print, Gutemberg sugere que o seu entendimento “facilite e muito a decisão do colegiado”, numa clara demonstração de tentar influenciar o direcionamento do julgamento da ação. 

“Todos viram os termos utilizados pelo relator naquela postagem. Aquilo é claramente uma revelação de voto antecipado e uma tentativa cabal de sugestionar os demais auditores. Isso, está claro. Pedimos também a suspeição do auditor Eduardo Duailibi, que possui uma procuração assinada conjuntamente com o advogado que deu entrada no mandado de garantia do Moto Club. Isso é no mínimo antiético. O colegiado do TJD, numa atitude corporativista, indeferiu o nosso pedido”, declarou.

O Sampaio, que faria o jogo da volta nesta quarta-feira (03), vai recorrer ao STJD e enumera os prejuízos causados pela decisão equivocada: “Concentramos, alugamos ônibus e viajamos até Barra do Corda, para o Tribunal ter um entendimento diferente do regulamento e nos causar tamanho dano. Nenhum desses cinco auditores tem a mínima noção dos custos e o que é administrar um clube de futebol. Vamos recorrer e temos certeza que, lá, vai ocorrer um julgamento isento”, destacou o presidente.

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