23 de mai de 2017

Em defesa do filho Fred, tio de Aécio diz que senador não honra a família Neves e está com a carreira encerrada

Em texto publicado em sua página no Facebook, o desembargador aposentado Lauro Pacheco de Medeiros Filho, pai de Fred, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB) e candidato a presidente da República em 2014 e que está preso por receber malas de dinheiro da JBS, diz que o tucano não honra a memória do pai, tampouco do avô, Tancredo Neves.

"Meu filho, Frederico Pacheco de Medeiros, está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo", aponta a mensagem. "Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada".


Nesta segunda-feira, o senador divulgou uma nota sobre as acusações que pesam contra ele.

NOTA À IMPRENSA

“Sobre o diálogo gravado por Joesley Batista, o senador Aécio Neves esclarece que:

O diálogo se deu numa relação entre pessoas privadas, no qual o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal.

O empréstimo feito pelo empresário da JBS não envolveu recursos públicos e seria regularizado por meio de um contrato mútuo, se o objetivo de Joesley Batista não fosse, desde o início, única e exclusivamente, forjar uma situação criminosa para ganhar os benefícios da delação premiada.

Não houve na conversa gravada descrição de nenhum ato ilícito da parte do senador, tendo ocorrido uma provocação de Joesley, agora claramente explicada, de assuntos outros, que não o pedido de empréstimo, com o objetivo único de obter de Aécio declarações políticas sobre temas polêmicos.

Como já foi esclarecido, foi proposta ao executivo a venda de um apartamento, no Rio de Janeiro, de propriedade da família do senador há mais de 30 anos. O delator, já atendendo aos interesses de sua delação, propôs emprestar recursos, o que ocorreu sem nenhuma contrapartida, não havendo qualquer tipo de prova ou mesmo indício de que tenha ocorrido alguma atuação do senador na esfera pública em favor da JBS.

O próprio delator Ricardo Saud afirmou à PF que: “Ele nunca fez nada por nós”, o que torna infundada qualquer acusação de pagamento de propina.

Todos os recursos recebidos da empresa pela campanha presidencial do PSDB, em 2014, estão declarados na prestação de contas do partido e não envolveram contrapartida ou uso de dinheiro público.

Um total R$ 50,2 milhões foram doados pela JBS ao comitê financeiro nacional e à Direção Nacional do PSDB. Desse total, R$ 30,44 milhões foram repassados para a campanha presidencial. Outros R$ 6,3 milhões foram doações feitas a diretórios regionais e candidatos estaduais e R$ 4 milhões doados no período pré-eleitoral, totalizando R$ 60,5 milhões em doações integralmente declaradas ao TSE.

Sobre a Operação Lava Jato, não existe qualquer ato do senador Aécio, como parlamentar ou presidente do PSDB, que possa ter colocado um empecilho sequer aos trabalhos da Polícia Federal ou do Ministério Público.

Por fim, Aécio lamenta os termos inadequados que usou na conversa gravada, sem o seu conhecimento, e destaca que jamais fez tais referências no ambiente de trabalho, já tendo se manifestado diretamente junto a cada um dos companheiros e autoridades mencionados.

O senador Aécio lamenta todos os acontecimentos narrados e fará, com serenidade e firmeza, sua defesa junto à Justiça e a seus eleitores para demonstrar a correção de suas ações e a farsa da qual foi vítima, montada pelo delator de forma premeditada a forjar uma ação criminosa.

Lutará também, pelos meios legais, para que a injustiça cometida contra sua irmã e seus familiares seja reparada e revertida o mais rapidamente.”

Assessoria do senador Aécio Neves


Nenhum comentário: