19 de jun de 2017

Flávio Dino diz que não sabe o que seria do Maranhão se ele não tivesse chegado ao Governo do Estado

O governador Flávio Dino (PCdoB) não foi nada modesto em sua artigo "Teoria e prática" publicado neste domingo (18) no Jornal Pequeno. Ele insinuou que se o Maranhão vai bem, como ele acha que está, deve-se à sua presença à frente da administração estadual. "Fico pensando o que aconteceria com as finanças do estado se a atual crise nacional ocorresse durante o domínio coronelista ou em mão inexperientes", disse ele no último parágrafo, após tecer uma série de comentários sobre suas virtudes como gestor, experiência que acumulou como juiz e professor.

De acordo com Flávio Dino, "o Maranhão é um dos poucos estados do País que tem sido capaz de navegar em meio à maior crise econômica e política da nossa história". Esse quadro, ele não teve a menor humildade ao afirmar, deve-se quase que exclusivamente a ele, pelo zelo com o dinheiro público, "princípio que marcou minha carreira pública, de juiz e professor a governador".

Não é a primeira vez que Flávio Dino atribui a si tudo o que há de bom no Maranhão. No início de 2016, num evento na Federação das Indústrias (Fiema), ao apresentar os resultados da movimentação do Itaqui em 2015, disse que os maranhenses deveriam dar graças a Deus por este porto ter caído em suas mãos. No final do ano passado, ao constatar que o movimento em 2016 caíra para menos do que foi operado em 2014, culpou o mercado.

Na exaltação de seu governo, Flávio Dino chama atenção para um feito que considera excepcional no Maranhão: o pagamento dos salários dos servidores em dia, enquanto em alguns estados, como é o caso do Rio de Janeiro, somente agora os servidores públicos estão recebendo os salários de abril e ele já pagou até 50% do 13° salário.

É fato, porém, vale ressaltar que, desde 1987, quando Epitácio Cafeteira chegou ao Governo do Estado, nunca mais houve atraso nos salários do funcionalismo no Maranhão.  Depois de Cafeteira, vieram Edison Lobão, José Ribamar Fiquene, Roseana Sarney, José Reinaldo Tavares, Jackson Lago e novamente Roseana, e o estado não quebrou, tampouco os servidores deixaram de receber salários, mesmo com o registros de crises, ora mais ora menos acentuadas.

Além dos salários do Estado, Flávio Dino menciona as obras que realiza: aumento do número de restaurantes populares, 2 mil quilômetros de ruas e estradas asfaltadas, cinco "hospitais de verdade", 300 novas unidades de ensino, 600 escolas reformadas etc.

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