24 de jun de 2017

João Alberto diz que não foi só por falta de provas, mas "ato de coragem" arquivamento do processo contra Aécio

O senador João Alberto (PMDB), que preside o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, disse nesta sexta-feira à noite, na Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), onde assistiu à terceira posse do empresário Edilson Baldez como presidente da entidade, que não foi apenas "falta de provas" que motivou sua decisão para arquivar a representação contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), mas destemor. "Precisava de alguém com coragem para tomar a medida que tomei", completou.

João Alberto informou que indeferiu o pedido de abertura de processo para cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). De acordo com ele, os membros do Conselho de Ética têm dois dias uteis para recorrer da decisão, desde que tenham apoiamento de, pelo menos, cinco integrantes do colegiado. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

O senador disse estar convencido de que Aécio foi vítima de uma armação da Polícia Federal, por isto não acha justo que se casse o mandato de um senador eleito com milhões de votos.

João Alberto também negou ter havido um acordo entre o PMDB e o PSDB para que a legenda tucana seja entregue no Maranhão ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), que é pré-candidato ao Senado, como vem sendo especulado. Ele diz que, pelo menos com ele, não foi tratado esse tipo de entendimento. "Tudo isso é especulação", afirmou.

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