8 de jun de 2017

Maranhão terá colheita de 4,8 milhões de toneladas, mas produção está concentrada nas culturas de milho e soja

A produção agrícola do Maranhão, segundo estimativa da safra 2016/17 divulgada nesta quinta-feira (08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será de 4,854 milhões de toneladas, a maior da história, com um crescimento de 95,6% comparada à colheita do ano passado, que foi de 2,481 milhões de toneladas. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

É um dado para ser comemorado, sem dúvida, pois mostra que o Maranhão é realmente um estado vocacionado à produção de alimentos, mas há uma curiosidade: 92,9% dessa produção estão concentrados em apenas duas culturas, milho e soja, produtos que, em grande parte, são destinados à exportação.

De acordo com o levantamento da Conab, a produção de milho terá uma evolução de 131,5%, ou seja, sairá de 874,4 mil (safra 2015/16) para 2,023 milhões de toneladas, enquanto a de soja terá uma variação de 99,8%, pois aumentará de 1,250 milhão para 2,498 milhões de toneladas. A soma das duas culturas dá 4,511 milhões de toneladas, restante apenas 343 mil para as demais. 

A produção de algodão, por exemplo, será de 88,1 mil toneladas; a de arroz, 221,9 mil (-17,3%); feijão, 57,8 mil.

Esses números mostram que a política agrícola maranhense precisa ser repensada, pois, apesar das contribuições que os produtores de milho e soja dão à economia do estado, algo precisa ser feito para estimular as outras, principalmente as que levam alimento diretamente para a mesa do consumidor maranhense.

Caso, não seja repensado esse modelo, o Maranhão vai continuar cedendo suas terras para abastecer outros estados e países, já que pouco da produção desses dois grãos é internalizado. Não se advoga a substituição de uma coisa por outra, muito pelo contrário, mas uma complementação a fim de que o agro seja um bom negócio para todos.

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