18 de jul de 2017

Ao comprar 265 caixões para pessoas carentes, Lidiane esperava alto índice de mortes de pobres em Bom Jardim

Ao entrar com a ação judicial contra Lidiane Leite (aquela que ficou nacionalmente como "Prefeita Ostentação") e seus auxiliares quando foi gestosa de Bom Jardim, por compra suspeita de urnas funerárias para pessoas carentes, o promotor de Justiça Fábio Santos Oliveira fez um cálculo interessante diante do volume contratado: 220 caixões comuns, 25 de luxo e 20 superluxo.

Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ele observou que a taxa de mortalidade no Brasil, nos últimos dez anos, varia de 6,10 a 6,02 mortes para cada 10 mil habitantes. Em uma cidade como Bom Jardim, com aproximadamente 40 mil habitantes, há 24 mortes por ano e 98 em quatro anos. “Mesmo que os réus considerassem todos os 24 mortos no ano como hipossuficientes, necessitados, a contratação de urnas estaria superfaturada em 11 vezes, apenas considerando a quantidade de urnas”.

E aí ele conclui: “A soma da quantidade de urnas compradas resulta em 265 urnas funerárias, ou seja, seria preciso morrer 265 pessoas hipossuficientes (pessoas que sobrevivem com o mínimo de condições financeiras, ou seja miseráveis), em Bom Jardim, durante um ano, para haver a necessidade de licitar tantas urnas”, ou seja, a ex-prefeita estava apostando num alto índice de mortalidade de pobres pelo tempo que governasse o município.

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