18 de jul de 2017

Geração de empregos: Quando o resultado é bom, foi por obra de Flávio Dino; quando piora, a culpa é do mercado

Sem ser levado em consideração pela equipe econômica do governador Flávio Dino desde o início do segundo semestre de 2016, quando passou a apresentar dados negativos sobre o Maranhão, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi bastante comemorado nesta terça-feira (18) pelos assessores do Palácio dos Leões, e, para não fugir à regra, o bom desempenho obtido em junho foi apresentado como resultado do trabalho do governo, ou seja, enquanto o desemprego batia à porta dos maranhenses o Estado não tinha nada a ver com isso, pois era culpa do mercado, e agora que este reagiu nada a ele pode-se atribuir, pois é consequência do trabalho do governo.

Mas o que dizem os números do Caged? Em junho ficou um saldo de 1.536 empregos preservados, resultado de 12.271 contratações e 10.740 demissões, porém vale a pena destacar que somente no primeiro semestre, o Maranhão acumulou 4.233 empregos perdidos, pois no período foram contratados 70.348 trabalhadores, enquanto 75.581 foram dispensados.

Pior é o saldo dos últimos 12 meses, pois o estado ainda tem um acumulado de quase 10 mil empregos perdidos. De acordo com os números do Caged, neste intervalo houve 146.491 contratações, porém as demissões somaram 155.743, o que dá resultado de 9.252.

Em julho do ano passado, num evento com a presença do ministro de Indústria e Comércio, Marcos Pereira, ao falar das ações do seu governo para desenvolver o estado, Flávio Dino jogou uma indireta, dizendo que alguns metidos a analistas econômicos não percebiam que o alto desemprego no Maranhão era reflexo da crise nacional. De fato era, assim como os bons resultados que estão surgindo agora são reflexos da recuperação econômica que o Brasil vem experimentando há um ano.

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