28 de jul de 2017

Governo do Estado retarda autorizações para os clubes captarem patrocínio e prejudica o futebol maranhense

Presidente do Moto, Célio Sérgio (E), recebendo autorização para captar
R$ 250 mil de patrocínio, o que pode ter chegado tarde demais, pois a equipe
está ameaçada de rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro
O "apoio" do Governo do Estado ao Moto Club e ao Maranhão Atlético Clube, que disputam, respectivamente, as série C e D do Campeonato Brasileiro, pode ter chegado tarde demais no que diz respeito aos planos dessas equipes nestas competições. Para que se tenha ideia, o Maranhão terá neste domingo, em Macapá (AP), um jogo perigoso contra o Santos do Amapá, que pode encerrar sua participação, pois diante do placar de domingo passado (23) em São Luís (2 a 2), o time amapaense elimina o maranhense com um empate sem gols ou mesmo de 1 a 1.

O que isto quer dizer? Que o tardio credenciamento do clube para receber autorização para patrocínio da iniciativa privada pode servir para nada, apenas cobrir despesas, pois o ideal seria que o MAC tivesse recebido patrocinadores antes do início da competição, conforme projeto apresentado na Secretaria de Desporto e Lazer, mas a autorização saiu somente nesta quarta-feira (26), e de apenas R$ 150 mil.

Quanto ao Moto, que está ameaçado de descer à zona do rebaixamento para a Série D, o time terá ainda sete rodadas, ou seja, 11 já se foram, e caso tenha novos tropeças, a maioria das partidas servirá apenas para cumprir tabela. A exemplo do Maranhão, o clube teve seu pedido para captar patrocinadores trancado nas gavetas da Sedel até esta semana, e quando saiu foi para apenas R$ 250 mil, o que não dá hoje nem para cobrir as folhas de pagamento em atraso, motivo até de ameaça dos atletas para paralisar suas atividades.

O ideal seria que os clubes tivessem captado patrocínio em março ou abril, pois poderiam estar em situação mais confortável, com o mínimo de equilíbrio financeiro, atraindo torcedores para os estádios com seus reforços, o que lhes proporcionaria renda nos estádios e outras ajudas. O Governo do Estado, no entanto, se apropriou da Lei de Incentivo ao Esporte e à Cultura e não liberou os pleitos das empresas, e pelo menos neste caso tratou as agremiações futebolística como trata pessoas na Saúde, isto é, sem ações preventivas que possam levar a um diagnóstico precoce, submete os pacientes ao vexame de um corredor de hospital ou à falta de resistência para vencer a doença após ela se mostra em estágio bem avançado.

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