21 de jul de 2017

Isto não é cuidar das pessoas: Idosos do Solar do Outono são obrigados a comprar remédios com recursos próprios

Um dos itens que mais chamam atenção no relatório divulgado nesta sexta-feira (21), pelo Ministério Público, sobre a inspeção feita no Solar do Outono, instituição mantida pelo Governo do Estado para abrigo de idosos, diz respeito à despesa que os internos têm para aquisição, com recursos próprios, de medicamentos, principalmente de uso contínuo e os indicados para tratamentos mais complexos, já que o poder público garante apenas, pelo programa Farmácia Básica,remédios básicos, como analgésicos, antigripais, antiflamatórios e outros.

A revelação não condiz com um dos lemas do Governo - "cuidar das pessoas" - e torna-se ainda mais revoltante porque os internos dessa instituição certamente não possuem grandes rendas, no máximo uma aposentadoria, portanto deveriam receber um melhor cuidado.

Não bastasse negar medicamentos para idosos, o Solar de Outono também não toma medidas para evitar situações que possam levar seus internos a ter despesas com farmácia, pois a fiscalização constatou falhas no piso da casa, que se encontrava solto e danificado o teria provocado acidentes com idosos e funcionários, e foi constatado também a existência de extintores de incêndio fora do prazo de validade.

Dentre as providências a serem tomadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Idoso de São Luís, estão a instauração de Procedimento Investigatório Criminal (PIC), para apurar 22 mortes de idosos ocorridos no Solar. Leia reportagem completa em Maranhão Hoje.


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