23 de jul de 2017

Sindicatos de servidores criam consórcio para falar com Flávio Dino, mas não conseguem sequer marcar audiência

Percebendo que não conseguiriam, isoladamente, qualquer aproximação com o governo para estabelecer negociações com vistas a melhorias das condições de trabalho, de salário e outras, 14 sindicatos e associações de servidores públicos estaduais decidiram formar um consórcio, mas até o momento os dirigentes desses órgãos não conseguiram sequer marcar uma audiência com o governador Flávio Dino (PCdoB) a fim de recordarem algumas promessas feitas no período da campanha eleitoral de 2014.

O presidente do Sindicato dos Fiscais Agropecuários (Sinfa), Francisco Saraiva (foto), é um dos integrantes desse consórcio. Segundo ele, é incompreensível o tratamento dispensado pelo governador ao funcionalismo depois de ter sido apoiado por quase todos eles, alguns até chegaram a fazer paralisações só para ajudá-lo.

"Ele já atendeu os servidores do Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e da Assembleia Legislativa, mas não tem a menor consideração com os servidores do Poder Executivo, que são os que fazem o governo funcionar", critica, acrescentando que somente o Sindicato dos Professores é ouvido, mas porque tem a bandeira do PCdoB.

Segundo Saraiva, a única coisa do que o governador pode se vangloriar na relação com o funcionalismo do Executivo é o pagamento antecipado de salário, "mas isto não passa de um ´Migué`, pois o que ele está fazendo é o mesmo que os antecessores faziam", pois desde 1987, quando Epitácio Cafeteira assumiu o governo, nunca mais o salário do funcionalismo atrasou, disse ele, lembrando que para mostrar algo diferente, Flávio Dino divulgou um calendário com pagamento de salário para o mês seguinte, mas todos os meses antecipa, só que cai para nas mesmas datas que Roseana Sarney, Jackson Lago, José Reinaldo, Ribamar Fiquene, Edison Lobão, João Alberto e Cafeteira pagavam.

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