4 de ago de 2017

Lobão Filho: "Onde eu vou, as pessoas me dizem que se arrependem por não votarem em mim para governador"

Quase três anos depois de haver sido derrotado por Flávio Dino (PCdoB) na eleição para o Governo do Estado, o empresário Lobão Filho (PMDB), que é suplente de senador, deu nesta sexta-feira (04), na reunião do diretório estadual do PMDB, a mais detalhada explicação para seu fracasso nas urnas em 2014. Segundo ele, no momento em que sua campanha estava em plena ascensão, ameaçando superar o adversário, a revista Veja publicou uma reportagem de capa em que o senador Edison Lobão, seu pai, era apresentado como um dos envolvidos no esquema da Lava Jato, fato que depois ficou comprovado, na Justiça, não ser verdade, mas o estrago já estava feito.

Apesar de derrotado, Lobão Filho diz que se sente confortado quando vai a um supermercado, a um restaurante, a uma farmácia ou a um shopping center, pois e a primeira coisa que as pessoas dizem, ao abordá-lo, é quem têm um profundo arrependimento de não terem votado nele para governador. Ao dizer isto, emendou a explicação recordando que teve de carregar todas as críticas que eram atribuídas ao seu grupo político, enquanto uma onda de "mudança" varria o Maranhão de ponta a ponta.

Passados dois anos e meio da implantação do "governo da mudança", o suplente de senador diz que os maranhenses sentem que o Maranhão realmente mudou, "mas para pior", pois o estado deixou de crescer, e para citar um exemplo, disse que o Porto do Itaqui só funciona porque foi beneficiado pelas exportações e importações da Suzano, implantada em Imperatriz e trazida para o Maranhão por Roseana, e por causa do Terminal de Grãos (Tegram), outro empreendimento trazido pela ex-governadora.

Para ele, sua derrota tem um lado positivo, pois serviu para as pessoas compararem como era e como está o Maranhão, por isto acredita que o PMDB vai vencer a eleição de 2018.

Um comentário:

Alan Ferreira disse...

Conta essa história direito puxa saco. A suzano foi trazido por Jackson Lago e o Tegram embora construído pelo seu governo, foi idealizado por J. Reinaldo, que tentou por várias vezes iniciar a obra, mas foi impedido por forças ocultas de Brasília.

https://www.portalaz.com.br/blog/dom-severino/116212/maranhao-vai-produzir-papel-e-celulose-para-o-mercado-externo

https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/493372/noticia.htm?sequence=1