5 de ago de 2017

Ministro do Meio Ambiente diz que é incoerência governo prometer novos parques após ter destruído Independência

O Parque Independência foi tomado em março de 2016 e ficou abandonado
O ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), classificou como incoerente o discurso do governador Flávio Dino (PCdoB) que promete valorizar áreas públicas para transformá-las em parques de lazer e preservação ambiental depois de ter condenado à destruição um dos parques mais bonitos da cidade, o Independência, que foi criado ainda no governo de Pedro Neiva de Santana e que por muitos anos serviu para montagem da Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema). Semana passada, após entregar a Área de Proteção Ambiental (APA) do Itapiracó, o governador anunciou investimento semelhante no Sítio Rangedor.

Imóvel onde funcionava a Associação dos Criadores do Maranhão
O parque fica localizado no bairro do São Cristóvão, nas proximidades do aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado e do campus da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e reúne várias espécie da flora, estava totalmente urbanizado, com ruas asfaltadas, praças de lazer, prédios para restaurantes, pistas de esporte equestre, açude, área de show etc, portanto, já que não queria sua utilização pelos pecuaristas, poderia destiná-lo para a sociedade do entorno e a população de São Luís, pois com um pouco mais de investimento poderia se tornar um parque botânico, local de práticas esportivas e uma série de atividades.

Condenado ao abandono, parque teve vários prédios destruídos por vândalos
Até 2015, o Parque Independência estava cedido por um regime de comodato à Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem). Em dezembro daquele ano, o então presidente da entidade, José Assub Neto, apresentou, num evento com a presença do vice-governador Carlos Brandão, um projeto para revitalizá-lo, para onde deveriam ser instalados todos os órgãos públicos do setor primário (Sagrima, SAF, Aged, Agerp, Iterma, Embrapa etc) e as entidades empresariais do setor (Faema, Senar e Ascem) e ainda ganharia pistas de cooper e programação de lazer para a vizinhança.

Em março de 2016, no entanto, o parque foi tomado de volta pelo Estado, que o abandonou em seguida, estando em recuperação agora, para realização da Expoema, em outubro, devendo ser destruído em novembro para construção de casas populares.

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