29 de ago de 2017

Programa Escola Digna sofre desgaste com protestos de estudantes na capital e ação judicial em Açailândia

Um dos mais badalados programas do Governo Flávio Dino sofre nesta terça-feira (29) um grande desgaste com manifestações de estudantes na capital e uma ação judicial em Açailândia, por conta de deficiência no sistima educacional do estado.

Em Açailândia, a 4ª Promotoria de Justiça ingressou com uma Ação Civil Pública na qual cobra a regularização na oferta de professores nas escolas de ensino médio do município e a consequente regularização do calendário escolar. Por conta do déficit de professores, o ano letivo 2016 ainda não foi concluído na rede estadual de ensino em Açailândia.

Segundo o promotor Gleudson Malheiros Guimarães (foto), ao receber uma reclamação sobre a falta de professores em uma escola da zona rural, o Ministério Público verificou que a situação era bem mais grave, "atingindo toda a rede estadual de ensino no município". A própria Unidade Regional de Ensino de Açailândia (Urea) reconhecia a carência de professores em todas as escolas e em diversas disciplinas.

Alunos do Colégio Estadual Pio XII fazem passeata na Avenida dos Franceses
Na capital, alunos do colégio Pio XII realizaram, na manhã desta quinta-feira (19), uma manifestação na Avenida dos Franceses, no bairro da Vila Palmeiras. Eram cerca de 200 estudantes que protestaram contra a falta de professores, merenda escolar, ventilador e água na escola. 

De acordo com os estudantes, há mais de um mês o colégio se encontra em situação precária. O protesto contou com a presença da polícia, que usou de força extremada para conter a manifestação usando até gás de pimenta contra os adolescentes. (Com foto do G1)


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