18 de ago de 2017

PSDB não vai fazer papel de "paspalhão" no palanque do governador Flávio Dino em 2018, alerta Sebastião Madeira

Numa entrevista ao programa Passando a Limpo, apresentado por Osvaldo Maia, na Difusora AM, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB), ao traçar um cenário para as eleições de 2018, disse que seu partido dificilmente repetirá a coligação de 2014 com Flávio Dino (PCdoB), pois não vai fazer papel de "paspalhão", dividindo palanque com seus agressores. Na eleição passada, os tucanos indicaram Carlos Brandão para vice da chapa encabeçada pelo comunista, e ainda é considerado, pelo governador, um grande aliado.

De acordo com Sebastião Madeira, seria incompreensível e inaceitável os tucanos estarem numa coligação ouvindo provocações dos aliados que são contra o partido, do tipo "o PSDB é o Futi (Satanás)", de um Domingos Dutra (prefeito de Paço do Lumiar); "os golpistas", de um comunista qualquer, e outras agressões que são ditas e repetidas todos os dias por militantes do PT, PCdoB, do PDT e outros interessados em apoiar Flávio Dino no seu projeto de reeleição, sem falar no discurso do "nós contra eles".

Pelo que deixou transparecer o ex-prefeito de Imperatriz, o mais provável é que o PSDB tenha candidatura própria, até porque é certo que terá candidato a presidente e este precisará de um palanque próprio no Maranhão, e não como em 2014, quando Aécio Neves era relegado a um terceiro plano, já que todo o empenho da coligação liderada por Flávio Dino era para eleger Dilma Rousseff e em segundo plano vinha Marina Silva (Rede), à época disputando pelo PSB.

Apesar desta convicção, Madeira não mencionou o nome do provável candidato a governador, mas deixou uma senha de quem possa ser, ao elogiar logo em seguida o  senador Roberto Rocha (PSB) pela agenda cumprida no fim de semana em Imperatriz, onde se reuniu com lideranças políticas e empresariais.

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