5 de set de 2017

A Lula certamente não foi servida quentinha no Palácio, e a curiosidade é saber quanto custou a farra desta segunda

Nada contra o governador Flávio Dino receber em palácio seus convidados para almoços e jantares, mas a recepção desta segunda-feira (04) à noite ao ex-presidente Lula e sua comitiva desperta algumas curiosidades, e a principal delas é sobre a abertura de uma conta extra nas despesas do Palácio dos Leões para que os convidados fossem recebidos bem.

Explica-se: Quando assumiu o governo em 2015, Sua Excelência encontrou uma licitação para fornecimento de alimentos e bebidas que seriam consumidos pelos novos "inquilinos" do Palácio dos Leões: filé, bacalhau, lagosta, sorvetes, biscoitos, vinho, uísque, água mineral etc, tudo do bom e do melhor.

Como a partir daquele momento as refeições na sede do governo passariam a ser servidas em quentinhas e lagosta nunca mais iria à mesa, a compra foi abortada (pelo menos isto foi dito após a revelação da lista dos itens que iriam sortir a despensa) e nunca mais se tomou conhecimento de compra parecida. Em seguida foi desativada a cozinha, porque não seria justo manter uma mordomia enquanto a maioria da população passa fome ou se alimenta muito mal.

O problema é que o consumo de alimentos se manteve no Palácio, o que é perfeitamente normal, pois, afinal de contas, aos funcionários e visitantes continuam sendo servidos água, café, sucos, biscoitos, almoços, jantares, e alguém fornece e certamente vende coisa boa, até porque ali vive uma família, a do governador, cujos membros não devem passar por limitações. O que ninguém sabe é quem são os fornecedores, como foram escolhidos e quanto cobram por este serviço.

No miserê em que tentaram transformar a sede do governo é de se imaginar a dificuldade para receber alguém, como um ex-presidente da República, mesmo quando este vem ao estado apenas em missão política, fazendo campanha antecipada para a próxima eleição. Logo é de se concluir que para estas ocasiões alguma empresa de bufê tenha sido contratada para prestar este serviço e isto provavelmente foi por licitação, e ficam as indagações:


  • Quantas empresas participaram dessa disputa? 
  • Quem venceu? 
  • Por quanto? 
  • Quem contratou?
  • Quantos comensais foram atendidos? 
  • O que foi servido? 


Resultado de imagem para palacio dos leõesNem se deve perguntar quem arcou com os custos, pois, se não foi o Estado e outro pagador foi chamado para cobrir a farra, salvo melhor interpretação, o governo caiu em falha, já que ao Estado não é permitido receber favor de ninguém, e se era outro interessado em custear um jantar para Lula, que escolhesse outro ambiente e não fizesse do Palácio uma casa de eventos.


A verdade é que certas bobagens anunciadas como símbolo de moralidade às vezes servem apenas para se criar dúvidas sobre algumas pregações de moralidade e acaba obrigando a se colocar uma interrogação em algo normal na rotina palaciana quando o relato do ocorrido é feito. Transparência, já!

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