26 de set de 2017

Disputa política na polícia do Maranhão pode manchar imagem que Flávio Dino quer passar da Segurança Pública

A disputa política que envolve três secretários de Segurança (o atual e dois antecessores) pode acabar manchando a imagem da Polícia Civil e comprometer a imagem que Flávio Dino (PCdoB) tenta passar para a sociedade, afirmando que os serviços melhoraram consideravelmente na sua gestão em comparação com a anterior (leia-se Roseana Sarney).

O que mais impressiona é que as farpas mais agudas são trocadas por dois correligionários do governador, o deputado estadual Raimundo Cutrim e o secretário Jefferson Portela, que tem pretensões de se candidatar à Assembleia ou à Câmara Federal, ambos filiados ao PCdoB.

Na manhã desta terça-feira (26), ao participar do programa Ponto Final na Mirante AM, ancorado pelo jornalista Roberto Fernandes, Portela disse que o maior problema na polícia do Maranhão é a politização, numa referência a dois dirigentes do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), que haviam feito duras críticas ao despejo da delegacia de polícia de Peritoró, por falta de pagamento de aluguel.

Enquanto Portela falava no rádio, Raimundo Cutrim, que é ex-secretário, subia à tribuna da Assembleia para criticar a gestão da Secretaria de Segurança.

Segundo ele, o governador não tem bola de cristal para saber o que se passa na pasta, mas o secretário tem o dever de saber e tomar providências. Cutrim aproveitou a fala para dizer que outras delegacias podem ser despejadas, como é o caso em São Domingos. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

Por uma terceira via, corre o também ex-secretário Aloisio Mendes (Podemos), que é deputado federal e tenta a todo custo se reeleger. Mendes está numa missão mais ingrata, pois é bombardeado tanto por Portela quanto por Cutrim, por isto tem de devolver disparos nas duas direções. A disputo dos três personagens pode acabar revelando dados nada agradáveis sobre o que se passou e o que se passa na polícia do Maranhão, pois todos estão literalmente "armados" para o que der e vier.

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