13 de set de 2017

Flávio Dino diz que se Lula for condenado e impedido de concorrer o candidato da esquerda não precisa ser do PT

O governador Flávio Dino (PCdoB), na entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, forneceu mais combustível aos que se encarregam de especular que ele trabalha com a possibilidade de se tornar uma alternativa dos partidos de esquerda para a corrida presidencial de 2018, o que para seus aliados isto não passa de especulação dos que desejam vê-lo fora da disputa estadual, onde as chances de reeleição seriam bem maiores do que uma aventura nacional, mas há quem ache que Flávio Dino é quem alimenta esse debate para superdimensionar sua importância no cenário nacional a fim de facilitar seu plano de ficar mais quatro anos no Palácio dos Leões.

Ao analisar o cenário eleitoral do próximo ano, em caso de nova condenação do ex-presidente Lula, e este ficasse impedido de concorrer, o governador afirma que um outro nome para ser candidato das esquerdas não necessariamente tem que ser do PT, embora o ex-presidente já trabalhe com a possibilidade de ser substituído pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddadd.

"Se não tiver mais jeito, se o tribunal confirmar que Lula não poderá ser candidato, é errado dizer que o PT tem que necessariamente ter candidato. Pode não ter.” Esta é a frase que pode servir para alimentar os especuladores sobre o seu projeto presidencial. Flávio Dino diz que há outras opções do centro-esquerda (seria ele uma delas?), e coloca o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) como uma “boa alternativa”.

Flávio Dino sabe que Ciro não é bem visto por uma boa parcela da esquerda, pois mesmo estando nas fileiras do PDT sua alma é tucana, seu projeto de governo é liberal e, ainda por cima, tem sido um crítico feroz dos últimos governos do PT, logo não seria difícil ser rejeitado, e aí sobraria para quem?

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