9 de set de 2017

Procurador-Geral de Justiça, Rodrigo Janot, denuncia ao Supremo os negócios bilionários da cúpula do PMDB

A cúpula do PMDB denunciada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, formada pelos senadores Edison Lobão, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá e Valdir Raupp, além do ex-senadores José Sarney e Sérgio Machado,  teria causado um prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro. Os acusados teriam recebido propina de R$ 864 milhões.

De acordo com a denúncia da PGR, as ações ilícitas voltaram-se inicialmente para a arrecadação de recursos da Petrobras por meio de contratos firmados no âmbito da Diretoria de Abastecimento e da Diretoria Internacional, assim como da Transpetro. O aprofundamento das apurações levou à constatação de que, no mínimo entre os anos de 2004 e 2012, as diretorias da sociedade de economia mista estavam divididas entre os partidos políticos responsáveis pela indicação e manutenção dos respectivos diretores.

Naturalmente, a Petrobras tornou-se uma das principais fontes de recursos ilícitos que aportaram na organização criminosa ligada ao PMDB e, por conseguinte, no próprio partido. Devia-se ao tamanho da pessoa jurídica, ao seu orçamento, montante de investimentos e a luta por diretorias, no caso do núcleo político da organização criminosa, e por contratos lucrativos e de baixo risco, no caso das empreiteiras. Leia reportagem em Maranhão Hoje.


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