22 de out de 2017

A falta do dinheiro para a Saúde e o polêmico empréstimo de 2005 que iria erradicar 100% da miséria no Maranhão

Desde quinta-feira (19) o assunto mais debatido e comentado em colunas de jornais, programas de rádio, sites, blogs e, principalmente, nas redes sociais é a manobra que estaria sendo orquestrada pelos três senadores maranhenses - Edison Lobão, João Alberto e Roberto Rocha - para inviabilizar um volume de R$ 160 milhões que seriam disponibilizados no Orçamento da União de 2018 para socorrer os serviços de Saúde dos municípios maranhenses.

Houve até deputado - Weverton Rocha (PDT) - que pregasse a expulsão dos três políticos do Maranhão, o que pode sugerir que se houvesse pena capital no Brasil e os estados tivessem autonomia jurídica como nos Estados Unidos os três estariam a caminho da cadeira elétrica, da injeção letal, da forca ou do paredão. Bela democracia!

O assunto é polêmico e até o momento como as notícias foram dadas mais motivadas pela paixão do que pela razão, fica difícil de compreender, mas não falta gente para opinar e replicar as ofensas disparadas pelo governador Flávio Dino, seus auxiliares, jornalistas alinhados ao Palácio dos Leões e o enorme cordão dos puxa-sacos de plantão nas redes sociais (alguns remunerados), que se encarregam de vender a versão de que a Saúde do Maranhão vai estar mais precária do que já é por falta desse dinheiro. Parece desculpa preparada por quem nos palanques em 2018 terá muito a explicar sobre a precariedade nos serviços prestados em hospitais, UPAs, postos de saúde etc.

Vale destacar que o dinheiro em discussão entraria ou entrará no orçamento da União do próximo ano, portanto o que ocorrer até lá não vale de desculpas para se dizer que providências não estão sendo tomadas por falta desse dinheiro, mas não surpreenderá se não faltarem ligações de uma coisa com a outra, pois, afinal de contas estamos no Maranhão, onde, segundo o Padre Antônio Vieira, até o Céu mente.

Essa polêmica faz lembrar o empréstimo de 40 milhões de dólares (a dinheiro de hoje mais de R$ 120 milhões) que o Maranhão pretendia e conseguiu em 2005 que seria para erradicar 100% da miséria do Estado. Era governador na época, José Reinaldo Tavares, e a oposição desconfiava que seria muita tentação essa dinheirama nos cofres do Palácio dos Leões com a eleição do ano seguinte se aproximando. Coincidência ou não, o governo elegeu seu candidato, Jackson Lago (PDT) em 2016.

A reação a essa tentativa de barrar o empréstimo foi violenta, até outdoors em Brasília foram afixados colocando o Maranhão como o estado mais miserável do Brasil, portanto o empréstimo era necessário e urgente. Doze anos se passaram da liberação desse empréstimo e quando alguém encontrar um maranhense que tenha deixado sua condição de miserável por ações sustentadas com esse dinheiro favor avisar.

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