22 de out de 2017

Empresas não se habilitam para disputar as obras de reforma do Edifício João Goulart e pregão é adiado

Apenas duas empresas - cujos nomes não foram revelados - se habilitaram para disputar o contrato com o Governo do Estado para as obras de reforma do Edifício João Goulart (ex-sede da Superintendência do INSS), na Avenida Pedro II. Diante disto, o pregão presencial marcado para a última quinta-feira (19) foi adiado e uma nova data vai ser marcada, segundo informação do secretário de Governo, Antônio Nunes. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

De acordo com um empresário de construção civil ouvido pelo blog, o modelo que o Estado pretende adotar para recuperar esse imóvel é de alto risco, pois não prevê pagamento, mas apenas compensações futuras com recebimento de alugueis pelos espaços a serem ocupados por repartições públicas que serão transferidas para este endereço.

O problema é que os trabalhos vão começar em cima de um processo eleitoral, e ninguém garante o que vai acontecer em 2018, tampouco, caso haja mudança de governador, se o projeto vai ser mantido pelo sucessor, pois são vários os casos de quebra de contrato sempre que há alternância de poder, e um exemplo clássico é o comodato do Parque Independência que tinha validade até 2026 e foi rompido em 2015, com o despejo da Associação dos Criadores do local.

Pela avaliação desse empresário, trata-se de uma obra complexa, pois o prédio tem mais de meio século, está há cerca de 20 anos em processo de deterioração e precisa de troca dos sistema hidráulico e distribuição de energia, troca de elevadores, reforço das bases, troca de paredes, ou seja, é quase o custo de uma construção nova pelos modernos conceitos de engenharia, mas, mesmo assim, o governo acredita que os interessados vão aparecer.

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