17 de nov de 2017

"A gente não tem nada a temer", diz Carlos Lula após o segundo escândalo na Secretaria de Saúde sob sua gestão

Veja a diferença de mentalidade: no mês passado, a ministra do Interior de Portugal, Constança Urbano de Sousa, pediu demissão do cargo após uma onda de incêndios a florestas naquele país. A ministra admitiu com esse gesto não ter tido competência suficiente para prevenir, muito menos combater, esses atos criminosos. Foi ela que ateou o fogo? Não! Cabia a ela, no entanto, tomar providências, mas foi surpreendida.

O mesmo gesto teve há alguns anos o ministro dos Transportes, também de Portugal, quando uma ponte desabou próxima a Coimbra. Ele se sentiu culpado por não acompanhar corretamente a infraestrutura rodoviária do país.

Aqui no Maranhão, pela segunda vez, em menos de cinco meses, o secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, é surpreendido com ações da Polícia Federal descobrindo esquema de corrupção em sua pasta, articulado por pessoas que podem estar separadas dele por uma parede. Sua reação: “A gente não tem nada a temer”, usando a mesma expressão de junho passado, quando para se defender jogou culpa na gestão anterior. 

Mas o que será que o secretário não teme? Perder o cargo? Pode ser, mas ele deveria pelo menos mostrar indignação e se sentir traído por quem deu função de confiança na repartição que dirige. A mesma indignação deveria mostrar o governador Flávio Dino. 

A que conclusão se pode chegar com esse tipo de comportamento? Com certeza algo de muito grave vem ocorrendo na Saúde do Maranhão, mas essa gente não tem nada a temer.


Nenhum comentário: