26 de nov de 2017

Boa de briga em Brasília, Federação dos Municípios se acanha quando o rugido vem do Palácio dos Leões

Contam-se pelo menos cinco as caravanas de prefeitos organizadas pela Federação dos Municípios (Famem) para irem a Brasília pressionar o Governo Federal e os congressistas pelo Maranhão a liberarem mais recursos para as prefeituras maranhenses. Calcula-se que somente este ano, o presidente Michel Temer (PMDB) tenha se reunido mais vezes com prefeitos do estado que do que nos 14 anos dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff, que nem mesmo os deputados e senadores tratavam com a mesma deferência com que hoje são recebidos no Palácio do Planalto.

O que de fato já foi conseguido com essas ações não se sabe, mas a cada retorno desses gestores da capital federal há uma convocação de coletiva para o presidente da entidade, Cleomar Tema, falar das suas conquistas. Milhões e milhões para Saúde, Educação etc. Alguns deputados, inclusive do PT e do PCdoB, também propagam essas conquistas, sempre se apresentado como agentes, embora na maior parte do dia dediquem seu tempo a falar mal do presidente e de outros "golpistas", sem sequer estabelecerem uma relação respeitosa com os que estão constitucionalmente, por via eleitoral ou não, instalados em cargos públicos de alta relevância, já que as adjetivações, o tratamento à autoridade e a maneira como jogam para a plateia beira à grosseria, à boçalidade, à vulgaridade...

O que impressiona nessa estratégia da Famem, tão corajosa e disposta e bancar viagens à capital federal, é o seu acanhamento diante do Palácio dos Leões e da Assembleia Legislativa, mesmo sabendo o seu presidente que muitos prefeitos são tratados de forma não republicana pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que não atende seus pleitos e apenas dita obras que quer fazer. O rugido dos Leões impõe esse tipo de relação e ai de quem questionar.

Enquanto isso, no parlamento tramitam projetos, como o da imposição para atendimento, pelo Executivo, de emendas parlamentares, mas nenhuma ação é feita no sentido de convencer os deputados da base aliada da importância desta matéria para socorro das prefeituras, já que seria dinheiro a mais para ajudar a melhorar as condições de vida de suas populações. Como o governador não quer, os deputados da base votam como ele manda e a Famem assiste a tudo de forma submissa, numa completa falta de compromisso com seus filiados.

Por outro lado, há um queixume de prefeitos que não conseguem conveniar com o Estado, tampouco receber qualquer benefício para suas cidades, sendo como exemplos mais claros os municípios de Trizidela do Vale, São Pedro dos Crentes, Bacabeira e Santa Rita, mas a Famem faz de conta que não sabe desses casos que prejudicam seus sócios. Problema de cada um.

Já outros gestores, mesmo recebendo ajuda palaciana, reclamam como o Estado age em seus municípios, passando por cima da prefeitura e fazendo obras que o governador escolhe e nem licença pede para executá-la, numa completa desmoralização dos prefeitos, que sequer têm direito a discursar nas datas de inauguração. Alguns historiadores dizem que era esse um modo como agia Stalin, o sangrento ditador da extinta União Soviética, a maior experiência comunista fracassada do Planeta.

Segundo uma estimativa de quem a conhece a fundo, a Federação dos Municípios não tem adesão sequer de 80% dos prefeitos e mesmo entre os filiados a grande maioria não paga regularmente sua contribuição mensal. Pensando bem, estes estão corretíssimos, pois de nada adianta contribuir para apenas sustentar propaganda que faz a boa imagem do presidente, pois representação destemida de quem a mantém, que seria o ideal, nada!



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