4 de nov de 2017

Capa do jornal O Imparcial sobre o achado de Alanna sem a foto da menina morta é emocionante e revoltante

A capa do jornal O Imparcial, edição deste sábado (03), é emocionante e ao mesmo tempo revoltante. Com um espaço em branco, onde seria a foto da menina Alanna Ludimilla Pereira, de 10 anos, encontrada morta no quintal de sua residência, no bairro do Maiobão (Paço do Lumiar), a manchete diz que a imagem não foi mostrada porque o jornal não queria fazer e não fez a foto quando o corpo foi encontrado sob escombros.

É emocionante porque retrata quanto ainda se pode ser sensacional sem sensacionalismo e chamar atenção dos leitores para um fato sem chocá-lo; e revoltante porque decepciona saber que a foto não está ali porque não houve, mas porque não foi mostrada, ou seja, apesar de não se ver, a menina é morta.

Alanna desapareceu dia 1º de novembro, uma quarta-feira, véspera do Dia de Finados. Sua mãe, Jaciene Borges, em áudio postado nas redes sociais, apelou a quem soubesse do paradeiro da menina informar, e se justifica dizendo que a deixou sozinha porque fora a uma entrevista com vistas a um emprego. Saiu às 09h, voltou às 15h e não encontrou mais a filha, mas deu uma pista: quem a levou só poderia ser alguém próximo da família. O maior suspeito é alguém próximo dela, pelo menos era, o ex-namorado Robert Oliveira.

O caso é misterioso, pois enquanto a mãe de Alanna apelava por informações sobre a filha, seu corpo estava nova cova rasa no quintal da casa, tão rasa que deixou escapar o odor que desvendou um crime que a polícia não sabia por onde começar a investigação.


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