6 de nov de 2017

Peemedebistas do Maranhão não descartam aliança entre ex-presidente Lula e Roseana Sarney na eleição de 2018

Peemedebistas do Maranhão não descartam a ampliação, de seis para sete, o número de estados onde PT poderá contar com apoio do PMDB na eleição presidencial de 2018, caso este partido não tenha candidatura própria, e dizem que os laços que uniram os ex-presidentes José Sarney e Luís Inácio Lula da Silva em 2002 continuam fortes e não haverá nenhum problema para uma nova dobradinha entre Lula e Roseana Sarney.

Embora não dê o caso como concreto, o deputado federal Hildo Rocha (PMDB) lembra que mesmo depois do processo de cassação da ex-presidente Dilma, com apoio da maioria dos peemedebistas, a relação entre essas lideranças não foi abalada. O deputado lembra, inclusive, que Lula ainda é muito grato a Roseana pelo trabalho que ele desempenhou, quando exerceu cargo de senadora, como seu líder no Congresso Nacional (2003 a 2009) nos dois governos do petista.

A aproximação entre os Sarney e Lula foi fundamental para a eleição de José Reinaldo Tavares em 2002 e em 2006, embora derrotada por Jackson, a ex-governadora teve apoio do ex-presidente, aliança que se renovou em 2010, com a eleição de Dilma, quando Roseana foi reeleita, e em 2014 quando o candidato foi o senador suplente Lobão Filho, derrotado por Flávio Dino. 

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Roseana já sinalizou que o PT lance o vice da sua chapa
Numa entrevista à revista Maranhão Hoje, no mês de agosto, o também deputado federal João Marcelo lembrou que essa união de Lula e Sarney em nenhum momento foi arranhada e lembrou que ele votou contra o impeachment da ex-presidente Dilma na Câmara e o seu pai, João Alberto, votou contra a admissibilidade da denúncia no Senado, mas votou pelo afastamento na votação final, depois do acordo firmado para que Dilma não perdesse os direitos políticos. 
Para os peemedebistas o único fato que poderia impedir essa renovação da aliança seria a inclusão do governador Flávio Dino (PCdoB) na coligação, pois contra a reeleição deste o PMDB vai lutar. A possibilidade de um afastamento do governador maranhense da candidatura petista, depois do lançamento de Emanuela Dávila (PCdoB-RS) como candidata a presidente, facilita o entendimento.

Vale ressaltar que, recentemente, Roseana mandou um recado aos petistas dizendo que, se quiserem, podem indicar o vice que ela aceita, assim como foi em 2010, com Washington  Luiz, em 2010.

O PT já está em entendimentos com o PMDB em seis estados - Paraná, Minas Gerais, Ceará, Alagoas, Piauí e Sergipe. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

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