10 de dez de 2017

Flávio Dino manda Caema acelerar as obras do Italuís, adutora se rompe e ele começa a suspeitar de sabotagem

Flávio Dino inspeciona obra da Caema e nas imagens abaixo os informes do
governo dando conta da ordem de antecipar os trabalhos e o anúncio de que a
água iria chegar ainda no sábado, mas a adutora não suportou a pressão
Uma das versões para o  naufrágio do Titanic diz que seu proprietário, J. Bruce Ismay, teria autorizado o comandante do navio o usar força máxima dos motores para chegar com um dia de antecedência do previsto à cidade de New York a fim de impactar a sociedade e, principalmente, a imprensa norte-americana. Horas depois desta ordem, o transatlântico bateu num iceberg e afundou, matando milhares de pessoas, sendo este episódio lembrando até hoje como uma das maiores tragédias da humanidade.

Pois bem, em pleno feriado de sexta-feira (08) a Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) bombardeou as redações de jornais, emissoras de rádio e TV e, em especial, os blogs que monitora para informar que o governador Flávio Dino (PCdoB) mandou os engenheiros responsáveis pela ligação da nova adutora do Sistema Italuís acelerarem seus trabalhos e darem início ao bombeamento de água do rio Itapecuru para São Luís um dia antes do previsto, sábado (09). O objetivo era impactar a população, mostrar eficiência do governo, e fazer com que na manhã seguinte à sua ordem a água já estivesse jorrando nas torneiras de todas as casas.

Horas depois de iniciado o lançamento da água, na sexta-feira, veio o desastre: a tubulação não suportou a pressão, começou a vazar e tudo teve de ser suspenso para reparos. O governador, que havia pedido celeridade além do normal, não perdeu tempo e, no seu melhor estilo de explicar as coisas, insinuou neste domingo (10) que poderia ter havido sabotagem, a mando da gestão anterior, e por isto chamou a polícia e a perícia para investigar o caso, ou seja, mais uma obra de Zé Sarney e sua família. 

Paciente, a população aguarda água nas torneiras e as empresas de carro-pipa faturam alto, vendendo água a preço de ouro. 

Ah, ia esquecendo: horas antes de mandar jorrar água pelos canos do Italuís, o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), Carlos Rogério, foi taxativo: "um novo vazamento só daqui a cem anos". Este foi o século mais breve da História. Leia mais em Maranhão Hoje.

Nenhum comentário: