1 de dez de 2017

Para se reeleger governador, Flávio Dino concordará em abrir espaço no seu palanque até para Jair Bolsonaro?

A se confirmarem as declarações do deputado Juscelino Rezende (DEM) publicadas pela Folha de São Paulo desta sexta-feira (1º), o governador Flávio Dino (PCdoB) deve mudar radicalmente o seu discurso, a partir de janeiro do próximo ano, a fim de não criar constrangimentos entre os partidos que poderão apoiá-lo em seu projeto de reeleição, um conjunto de legendas que vai de um extremo a outro tanto à esquerda quanto à direita.

De acordo com o democrata, que negocia a ida do seu partido para este arco de alianças, “a tendência é de apoio ao governador", porém isto ainda vai depender de alguns acordos e por aí passa, inclusive, a adoção de um discurso menos agressivo do governador aos "golpistas" que tem combatido de forma contundente, principalmente depois do impeachment da ex-presidente Dilma. "Ele nos disse que não vai radicalizar na eleição presidencial e dará abertura a todos os candidatos de partidos da sua base. Isso nos deixa confortáveis”, disse Juscelino Filho.

A dúvida é saber se nesse bolo de "todos os candidatos" está incluído também o ultradireitista Jair Bolsonaro, principal adversário do ex-presidente Lula (PT), que deve disputar a sucessão de Michel Temer pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), dirigido pelo ex-deputado Jota Pinto, um dos maiores aliados tanto do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) quanto do governador Flávio Dino, e que já sinalizou adesão a esse projeto. Bolsonaro, no entanto, já mandou recado aos maranhenses  dizendo que não quer aproximação de comunistas.

De acordo com a Folha, a estratégia do PCdoB é repetir no Maranhão em 2018 uma coligação  heterogênea, a exemplo de 2014, mas desta vez não terá apoio do PSDB, que deve lançar o senador Roberto Rocha como candidato a governador, mas devem aderir do PT, que apoiou Lobão Filho, ao DEM, que é o herdeiro dos extintos PFL, PDS e Arena.

Leia reportagem em Maranhão Hoje.

Nenhum comentário: